Alertas para prever uma falência

Embora não seja correto pensar na falência ao abrir um empreendimento, é preciso pensar e planejar alternativas para possíveis eventualidades.

Ao abrir o próprio negócio, requer uma série de decisões e planejamentos. É preciso sempre ter em mente as mais diferentes mudanças que podem atingir o mercado e como ficar preparado para enfrentá-las.

Apesar disso, existem contratempos que podem ameaçar o empreendimento de qualquer um, e, embora não seja correto pensar na falência ao abrir um empreendimento, alguns sinais podem indicar que o negócio deverá fechar as portas.

É preciso sempre pensar em alternativas para possíveis eventualidades e, se for o caso, aceitar que a falência é também uma opção. Para empreender com sucesso, um dos pontos principais é aprender a desapegar e saber “partir para outra”.

Atualmente no mercado, existem várias ferramentas onde o empreendedor pode ter a oportunidade de desenhar todo o processo, em diversos modelos de negócios e testá-los, permitirá que os erros e os aprendizados aconteçam mais rapidamente e minimizem os riscos para o negócio.

Alguns sinais de que o seu empreendimento talvez não esteja muito bem, e que pode ser o caso de pensar em fechar as portas:

Lucro ou Geração de Caixa NegativoTendo em vista os últimos meses do empreendimento, foi possível perceber geração de caixa e lucro regularmente? Caso a resposta seja negativa, é melhor ficar atento. É preciso estabelecer uma taxa de retorno ao negócio e buscar estar sempre o mais próximo dele — e, se possível, ultrapassá-lo. Mesmo que a empresa gere o resultado esperado, é o suficiente para remunerar todos os sócios e colaboradores de maneira razoável?

DívidasEmbora não haja uma regra exata que diga o tamanho máximo da dívida de uma empresa que ainda seja sustentável, o empreendedor deve observar se o caixa gerado é suficiente para pagar todas as contas. Uma empresa saudável sempre deve reinvestir, mesmo que pouco, o que sobrar do caixa. Além disso, todas as dívidas da empresa devem ser pagas por ela mesma.

É importante ressaltar que as dívidas da empresa devem ser pagas pela empresa. Se a dívida se torna tão grande que a empresa não consegue arcar, ou então, o que sobra após o pagamento da dívida é tão pouco, é hora de avaliar se o momento é de abandonar o barco de vez e partir para outro negócio.

Insatisfação pessoalAvaliar o sucesso de um empreendimento também vai além de fatores financeiros. A insatisfação pessoal também pode interferir na vida empresarial. Aos poucos esse comportamento vai minando o negócio. A insatisfação acaba levando a falta de interesse ou empenho no dia a dia do empreendedor, o que certamente irá ocasionar a morte lenta do seu negócio.

Além disso, o empreendedor também deve ter uma perspectiva positiva acerca do que pretende alcançar. A falta de visão de futuro é um sinal de desinteresse e que, se não trabalhada, também se torna um fator corrosivo a qualquer negócio.

Há um paralelo entre empreender e se apaixonar. Nos dois casos criamos diversas expectativas. Começando pela ideia em si, pesquisamos, pedimos opinião, investimos e muitas vezes apostamos que aquele projeto será para a vida toda. Porém, na hora que a paixão acaba e sobra somente rotina, é preciso saber se existe amor das duas partes (sua e do cliente), para fazer aquilo dar certo.

A dica é contar sempre com testes e práticas que possam comprovar que o modelo é capaz de obter sucesso. Um exemplo disso é o famoso MVP (Mínimo Produto Viável) – prática que gera provas através de uma verificação real com os clientes que compram seus produtos ou serviços.

Sobretudo, é preciso abandonar ideias que não sejam de fato o “mundo real”. Para deixar o modelo de negócios idealizado e partir para uma ideia nova, portanto, é importante observar a reação dos consumidores com o seu negócio, se o serviço é utilizado e gera interesse na clientela. Se sim, o negócio está no caminho. Se não, é válido repensar o direcionamento e buscar uma reinvenção.

Os empreendedores devem ter em mente que a falência de um negócio não é sinal de fracasso. Em muitos países o fracasso é visto como uma experiência positiva, pois acrescenta à experiência do empreendedor uma lista de coisas que não se deve fazer.

É importante extrair o viés positivo desse insucesso de forma a aprender com os erros cometidos aumentando as chances de sucesso na próxima tentativa.

Fonte: Portal Panrotas

 

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"O descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem" Consultoria e Assessoria. CEO do Grupo Tradeclube Soluções. E-mail: antonio@tradeclubenetwork.com WhatsApp: 55-21-98117-2011

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