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Alianças Estratégicas entre Agências de Viagens – Parte 2

Governança Estratégica Empresarial, a arte de alcançar resultados para os associados de uma Central de Negócios ou Rede de Empresas.

Sobre Governança podemos apresentar duas vertentes. Enquanto a Governança Corporativa está diretamente ligada a assuntos contábeis e de gestão financeira, a Governança Estratégica Empresarial, que é utilizada nas Redes ou Central de Negócios, tem a ver com os aspectos de gestão, organização e controle administrativo e estratégico. E tem como norte fundamental a conquista de vantagens competitivas, e estas, em suma, dependem fundamentalmente da estrutura de governança e de seus fatores críticos.

O termo Estratégia advém do jargão militar e se refere aos planos desenvolvidos por um alto comando com o intuito de alcançar determinados fins que resultem em vantagem diante de outras nações, seja em tempos de conflitos bélicos, seja em momentos de paz.

O uso do termo foi assumido na área empresarial para definir de maneira simplificada e acertada como “a arte de alcançar resultados”, acrescentando ser “um conjunto de áreas de conhecimento que, quando corretamente aplicadas, culminam na possibilidade de que os resultados esperados sejam finalmente alcançados”.

A procura de produtividade, qualidade e velocidade tem provocado o aparecimento de inúmeras técnicas de gestão. Apesar de a sua aplicação gerar, na maioria dos casos, melhorias operacionais significativas, muitas empresas revelam a incapacidade de traduzir estes ganhos em vantagens sustentáveis. Assim, pouco a pouco, quase sem se dar conta, as técnicas de gestão têm tomado o lugar da estratégia.

A estratégia tem a ver como alcance de vantagens sustentáveis competitivas, que permitam à organização destacar-se em seu mercado e manter-se em níveis diferenciados que lhe provejam alto valor de competitividade diante dos concorrentes.

O conjunto de estratégias desenvolvidas por uma organização se constitui naquilo que se conhece como Plano Estratégico, desenvolvido para cenários de curto, médio e longo prazo, e dentro de parâmetros que observem a possibilidade de correções periódicas, em conformidade com as evoluções que o mercado vai apresentando em sua dinâmica própria. A questão crucial é saber quando e o que corrigir com a necessária agilidade para evitar perda dessas vantagens competitivas.

Assim, há que se deixar bem claro que a estratégia e o próprio plano estratégico servem à determinação de um posicionamento de mercado com excelência nas atividades (eficiência operacional) e combinação adequada das atividades (estratégia).

No caso específico das Redes de Empresas ou Central de Negócios, o conjunto ou plano estratégico advém da governança das mesmas, a quem cabe definir a estratégia global de tal maneira que todos os associados se beneficiem por igual e mantenham seus níveis de competitividade elevados em seus respectivos mercados.

Portanto, em se tratando de um plano estratégico, a elaboração por parte da governança da rede certamente deverá derivar do levantamento adequado de dados e informações repassados pelos associados – e esses levantamentos devem ser periódicos, a fim de acompanhar as variações do respectivo mercado em que a rede atua.

Em se falando de organização, não se pode esquecer que esta presume um conjunto de pessoas – em termos práticos, de talentos – que operam suas atividades em equilibrada relação, a fim de alcançar objetivos em conjunto.

De maneira figurativa, diríamos que o indivíduo é uma engrenagem de uma máquina complexa. E as pessoas se diferenciam em razão de vários fatores que as tornam peculiares e individualizadas: a) os aspectos físicos; b) a formação cultural-educacional; c) escala de valores e sua decorrente postura comportamental; d) as tendências sociais; e) a capacidade de transigir; f) o interesse em aprender; dentre outros identificadores inerentes ao ser humano.

O conjunto destas estratégias, por seu turno, pressupõe sua diversidade – há engrenagens minúsculas, pequenas, médias, grandes e gigantescas, mas a cada uma delas cabe uma função específica que, no conjunto, é crucial para o todo funcional. Para nos auxiliar a compreender melhor o funcionamento de uma Central de Negócios ou Rede de Empresas:

  • O macroambiente identifica o mercado como um todo, no qual se situam as Centrais de Negócios, o conjunto de associados, o grupo de provedores (fornecedores), os concorrentes e os consumidores.
  • O meio ambiente identifica determinada Central de Negócios, com suas características e modus operandi
  • O intra-ambiente representa a gestão/governança dessa determinada Central de Negócios, sua estrutura operacional e sua estratégia.
  • O microambiente representa cada um dos associados da Central de Negócios, através da figura de seu gestor.
  • A unidade é o colaborador que opera cada uma das associadas que compõem a Central de Negócios.

Como se pode observar, não parece nada fácil concentrar todas essas peças de maneira que, ao fim do processo inter-relacional como um todo, seja possível chegar a resultados 100% positivos. Na prática, dita meta, nos parece utópica – o que não significa que seja possível atingir um patamar mais próximo dessa utopia. Basta, para tanto, que as peças certas estejam em seus lugares certos e que a “máquina” esteja ajustada, azeitada e bem dirigida.

Em termos técnicos, as variáveis que influenciam as peças identificadas são denominadas de “Fatores Críticos de Sucesso” e se revestem como condicionamento que tanto podem favorecer o bom desempenho da organização como podem condená-lo ao fracasso. Falaremos sobre isso no próximo post… Até lá!

Eis os desafios de uma governança em uma Central de Negócios ou Rede de Empresas.

 

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Antonio Moreno
"O descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem" Consultoria e Assessoria. CEO do Grupo Tradeclube Soluções. E-mail: antonio@tradeclubenetwork.com WhatsApp: 55-21-98117-2011
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