Você está aqui
Home > Pesquisas > Análise do Mercado de Turismo Brasileiro – Agência de Viagem

Análise do Mercado de Turismo Brasileiro – Agência de Viagem

Agência de Viagens – parte 3

“A internet vai acabar com as agências de viagens”. Esta é uma teoria bem mais recente. Mas também distante. Até porque muitas agências offline já criaram braços online e outras já nasceram na web. 

Muitas agências de viagens, principalmente as de pequeno porte, estão criando estruturas mais enxutas e expandindo o mercado de home-based. Onde o profissional pode receber o seu cliente em sua casa e tranquilamente planejar e reservar toda a viagem desse viajante em seu computador pessoal.

Um fato interessante é que esta tendência está abastecendo o mercado com profissionais que saíram ou foram demitidos das agências tradicionais e, atualmente são microempreendedores individuais, devidamente formalizados, como agências de viagens de pequeno porte e com registros nos órgãos públicos competentes e devidamente cadastrados no Ministério do Turismo, através do Cadastur e que estão atuando na atividade turística em suas próprias residências.

Redução da estrutura, capacitação e modernização, independentemente do tipo de atividade e do porte da agência, são palavras de ordem para uma radical reestruturação de seus negócios para quem quer continuar no ramo.

O fenômeno se espelha na tendência da economia como um todo, mas agrada ao empresariado em geral. As mega agências também estão enxugando as estruturas e adotaram a parceria com colaboradores (diga-se: Microempreendedores Individuais de pequenas agências de viagens), sem encargos sociais e contando com a terceirização como mais uma opção barata de distribuição. Esse processo de terceirização está abastecendo o mercado com profissionais independentes que atuam em suas próprias casas, e passando a valorizar o profissional free-lance, que era visto décadas atrás com desdém pelas grandes agências de viagens brasileiras.

A capacitação e a especialização garantirão tanto o sucesso do profissional ‘home based’ como o da pequena e média agência. O fundamental é saber agregar valores nos serviços e integrar as novas frentes tecnológicas para expandir seus negócios.

Como se diferenciar em meio a tantos canais de distribuição e comunicação? Como fidelizar o cliente que está atento? Como ser especialista, mas também estar na web de forma comercial e criativa? Como se proteger contra maus fornecedores? Como se relacionar melhor com seus clientes? Como saber em que canais eles estão?

Muitas pequenas agências ainda navegam sem rumo. O mercado de turismo apresenta alguns desafios: focar na melhoria do negócio e oferecer produtos que surpreendam o consumidor. As agências precisam ultrapassar a linha dos roteiros e oferecer verdadeiras experiências aos seus clientes. Criar produtos que surpreendam. A inovação não está apenas em oferecer um roteiro e sim um pacote completo de atendimento, assistência, segurança, entretenimento e lazer.

Em busca de margens de lucro maiores, grandes empresas de comércio eletrônico estão estreando no segmento do turismo. Grandes magazines, supermercados e empresas de eletroeletrônicos estão buscando parcerias com agências de viagens para oferecer pacotes de viagem. Para migrarem com segurança para esta área, estas grandes empresas buscam as agências de viagens para atuarem como fornecedoras dos pacotes turísticos. A ideia de oferecer esse tipo de serviço foi sinalizado pelos próprios clientes destas grandes empresas. Portanto, mesmo com muitos competidores, o mercado de agenciamento tem um grande potencial para o futuro.

Passar da teoria à prática e focar na relação entre agencia e cliente. Estar disponível 24 horas e sete dias por semana, incluindo sites, sistemas de reservas, pagamentos online, consolidadores de produtos, redes sociais. Ir atrás de soluções e deixar de vender apenas bilhetes aéreos são ações necessárias, assim como parar de chorar pela perda do cenário de anos atrás. Não estar presente em qualquer um desses ambientes, de acordo com a estratégia de cada agência, claro (alguns aderem aos sites de compras coletivas, por exemplo) significa perder espaço no mercado.

Os bons negócios têm de ter uma rede de distribuição. Os setores mais desenvolvidos precisam da cadeia de distribuição. E o turismo é um desses setores. Apesar de todas as transformações vividas no trabalho das agências de viagens nos últimos anos, a agência é essencial na cadeia de distribuição do mercado de turismo brasileiro.

Espero que todos, profissionais, micro e pequenos empresários tenham idéias mais claras, novas vontades, mais negócios e com a certeza de que fazer parte dessa cadeia produtiva gera riquezas, não apenas para o País, mas para cada empresário que dedica anos de sua vida a essa atividade. Temos que acreditar e fazer acontecer. Quem não acreditar ou estiver com o olho em outras metas que não essas, que peça para sair ou se faça de distraído. As desculpas de sempre não cabem mais.

facebook-profile-picture
Antonio Moreno
"O descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem" Consultoria e Assessoria. CEO do Grupo Tradeclube Soluções. E-mail: antonio@tradeclubenetwork.com WhatsApp: 55-21-98117-2011
http://www.tradeclubenetwork.com

Deixe uma resposta

Top