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Análise do Mercado de Turismo Brasileiro – Representatividade

Parte 2

O turismo brasileiro está passando por um período de mudanças profundas, e que envolvem uma maior consolidação e participação de toda a cadeia produtiva do setor. Diante desta nova realidade do turismo brasileiro, qual deveria ser a postura das entidades e associações representativas? 

Definitivamente acabou o amadorismo no turismo brasileiro O setor está mais crítico, mais profissional, mais ativo e não tão próximo de associações e entidades do turismo. Há motivos para se preocupar, vigiar, desconfiar, desacreditar e tomar providências. Os questionamentos em relação às entidades atualmente são: adaptação ou afastamento?

Hoje há muitas entidades e associações no mercado de turismo brasileiro e, inclusive, algumas representando a mesma classe e fazendo as mesmas coisas e, infelizmente, isoladamente. Por quê? Não faz sentido uma entidade ficar isolada das demais criando planos mirabolantes e apresentando dados de consultorias estrangeiras que, sinceramente, não agregam valor nenhum ao mercado de turismo brasileiro. Pois aqui, é outra realidade.

É claro e oportuno que são meras ações políticas e que acabam confundindo os empresários pelos dados que se apresentam, levando a crer que houve uma efetiva melhoria no turismo brasileiro. Infelizmente, em nosso caso, números ou estatísticas, servem mais para captar futuros expositores em seus grandes eventos e para afagar poucas vaidades.

Uma boa alternativa seria transformar a entidade em uma organização mais ágil, mais integrada, com uma visão maior acerca da indústria, considerando cenários e menos foco na organização dos seus eventos e na captação de recursos, pois acaba enfraquecendo as grandes discussões para o setor.

E por falar em eventos, responda rapidamente: em quantos eventos do trade você esteve nestes últimos tempos. Agora pense na principal mensagem passada em cada um deles. Lembre-se do tema. O que você levou de informação relevante, novidade que virou prática no seu negócio, discussão que virou efetivamente um pleito político que possibilita a criação de uma nova regulamentação? Ou foi só a mesma bajulação, discursos fora de contexto e oportunidades para as figurinhas de sempre (patrocinadores) aparecerem?

Será que, de verdade, houve alguma mensagem impactante que causou uma reação real e que fez com que você mudasse a sua forma de trabalhar, de planejar seu negócio ou de propor serviço ao seu cliente? Se a resposta for “sim” para alguma das perguntas acima, por favor, compartilhe qual foi o evento e a “sacada” que você tirou dele.

Fico imaginando como seria o mercado de turismo brasileiro sem uma representatividade. Não há como negar que elas servem. Então, Por que não há um embasamento jurídico para que o setor não seja prejudicado por “novas (ou antigas) práticas? Por que não existem investimentos em modernidade e segurança por parte desse coletivo? Porque não há uma representatividade mais forte e enérgica que além de organizar eventos deveria ter o poder de fiscalizar, opinar, negociar e decidir junto aos órgãos públicos do setor?

O ritmo dos acontecimentos pode estar desorientando algumas associações, que, tradicionalmente, são mais lentas e conservadoras. Mas hoje em dia, por mais que seja importante manter valores e a ética do setor, é preciso ser flexível e ter uma visão geral do mercado que muitos poucos têm.

Todo trade quer ser recebido por uma representatividade mais coesa e poderosa, mais influente e inquieta, mais atualizada e próxima.

Uma representante deve ter como prioridade de suas estratégias o fortalecimento com o poder público, iniciativa privada e outras entidades, não somente do segmento, mas de vários segmentos da economia brasileira, intervindo na integração entre todos com objetivos comuns de melhoria e crescimento.

As entidades podem e devem buscar um novo dimensionamento para o turismo nacional, com uma representatividade mais fortalecida, definindo, estabelecendo e concretizando metas que são ações fundamentais para que o mercado de turismo brasileiro aproveite as oportunidades geradas antes, durante e depois da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, que impulsionarão o desenvolvimento do setor turístico no País, gerando investimento na infraestrutura e maior envolvimento da comunidade com o turismo.

Algumas já vêm mostrando, mesmo que tardiamente, vontade de mudar, visão de que precisa evoluir e transformar seu papel, e já pensa e trabalha no futuro não somente do profissional, mas também, do setor e, cada vez mais, investem em relacionamento profissional. Um dinamismo que antes não tinha. Pode ser o momento para que deem um gás para que recuperem os anos perdidos. É preciso um choque de qualidade no setor. E também mudar a mentalidade do segmento. Estar onde o mercado está e ser seu interlocutor, estar atento aos assuntos mais quentes e abordar o que de fato interessa.

continua…

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Antonio Moreno
"O descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem" Consultoria e Assessoria. CEO do Grupo Tradeclube Soluções. E-mail: antonio@tradeclubenetwork.com WhatsApp: 55-21-98117-2011
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