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Análise do Mercado de Turismo Brasileiro – Representatividade

Parte 3

Não adianta mais somente listar os nossos problemas e não dá mais para “resolver problemas” com respostas prontas e soluções paliativas. Grandes destinos crescem apesar dos problemas existentes. O trade quer debates transparentes sobre todas as questões. Hoje é inevitável uma participação de todos da cadeia produtiva do turismo em discutir os problemas e encontrar soluções concretas para o bem do setor. 

Em momentos de tensão e expectativa é que o item proximidade não pode ser deixado de fora da pauta de discussões. E são nestes momentos que os profissionais percebem quais são as lideranças que funcionam e quais as que não merecem subir em qualquer pódio. São nestes momentos que se confirmam estratégias pré-estabelecidas ou se desenham novas. Uma representatividade tem de prezar pelo bom funcionamento, pela estratégia e pelo ambiente propício aos negócios para o setor.

E mais do que nunca as alianças e parcerias são o que fazem a diferença em nossa indústria. A tendência é a união e a construção de uma visão do mercado brasileiro de turismo, com pesquisas e estatísticas realistas sobre o mercado, pois é importante que todos saibam o que está ocorrendo a seu redor e o posicionamento de sua representatividade.

O turismo, assim como as empresas, associações e entidades, é feito por pessoas. Profissionais que se dedicam e vestem a camisa e que movimentam o turismo brasileiro. São eles que fazem o turismo – e também o país – crescerem.

Os profissionais e as empresas, também fazem parte do setor e devem ter uma participação mais ativa. E não se pode ignorá-los. Lideranças, forças de vendas e pontos de vistas a serem escutados e respeitados. Dar acesso a todos, com regras claras e amizades à parte. A qualificação e a profissionalização do mercado de turismo brasileiro, dos serviços prestados ao desenvolvimento dos produtos e a regularização de normas preventivas contra imprevistos, são urgentes e decisivas.

O foco principal é o que uma parte pode trazer para a outra. As agências, fornecedores e entidades podem trazer muita informação para toda a cadeia do setor, isso, sem dúvida, será um grande alavancador de um relacionamento maduro e profissional. Entender que é fundamental para que todos possam ganhar com a troca de informações. A relação de confiança precisa ser construída de forma para que todos possam se beneficiar deste relacionamento.

O profissional de turismo, nem tanto pelas mudanças estruturais da última década, mas pelo dinamismo maior do mercado hoje em dia, com novidades em menor espaço de tempo, sabe que tem de estar atualizado e protegido, que precisa ser ouvido e ouvir, que sua opinião é importante, e que só a troca de experiências e a busca de conteúdo nos locais certos o farão mais bem preparado para as batalhas profissionais.

Para que esses laços se fortaleçam e a coesão nas relações seja mantida, é preciso equilíbrio, é preciso transparência, é preciso honestidade, foco, proximidade e senso de justiça. As entidades devem passar da teoria à prática e focar na relação, nos debates, nas metas e nos resultados.

As entidades devem representar e congregar e assim sentar-se em qualquer mesa de negociação não com arrogância ou com poder dos brilhantes falsos, mas sim como uma força que pode orientar, agregar, escutar e ser parceira. Já seria um indicativo positivo para o desenvolvimento de diagnósticos vislumbrando situações que poderiam ser bem melhor avaliadas e resolvidas, em conjunto e traçando novos caminhos para o setor.

Por isso a importância de encontros e fóruns profissionais onde o debate sobre os diversos entraves, desafios e oportunidades intensificariam os relacionamentos. O momento é ideal para a promoção de um debate amplo e proveitoso sobre muitas questões. Juntos, entidades, empresas e profissionais poderão definir os próximos passos, dividir atribuições e responsabilidades. Assumir compromissos e traçar metas bem definidas, o que é muito importante para o setor de turismo.

Não aconteceu em nenhum mercado internacional por onde essas mesmas mudanças aconteceram, o fim de alguns profissionais como, por exemplo, os agentes de viagens, que, inclusive, estão mais fortalecidos e com um grande potencial de crescimento. Há de ser no Brasil? Provavelmente não.

As entidades devem estar mais presentes porque há lutas e objetivos comuns, conhecimentos e experiências que podem ser trocados e melhorados. A cadeia do turismo está mudando, mas ainda é uma cadeia formada por elos. O caminho é sim continuar debatendo, trocando informações, orientando e ouvindo, mas também agindo e encontrando soluções realistas para os problemas do setor. Principalmente à porta da chegada dos megaeventos esportivos que será fundamental para consolidar o turismo como uma importante peça dentro da economia brasileira.

Como profissional de turismo, observador e atento ao que realmente está acontecendo acredito que podemos mudar esse caminho e posso e devo opinar e externar o que penso. As entidades deveriam querer o mesmo, ouvir também, pois neste momento, união é um excelente diferencial. Uma integração de todo o setor é uma questão imprescindível para o momento atual. A soma cria uma força que ninguém poderá desdenhar.

Será que as representantes do turismo brasileiro estão preparadas? Ou é melhor continuar com o cada um por si e que prevaleça a lei da selva?

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Antonio Moreno
"O descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem" Consultoria e Assessoria. CEO do Grupo Tradeclube Soluções. E-mail: antonio@tradeclubenetwork.com WhatsApp: 55-21-98117-2011
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