Você está aqui
Home > Pesquisas > Análise do Mercado de Turismo Brasileiro

Análise do Mercado de Turismo Brasileiro

Segundo o Portal Exame, para 2013, as expectativas para o setor de turismo são grandes e com a proximidade dos grandes eventos a expectativa é que o setor cresça cerca de 10% neste ano, apesar da economia fraca, os benefícios serão muitos, como por exemplo, a divulgação do país, as melhorias em infraestrutura e o turismo gerado em decorrência dos jogos.

Um ótimo cenário para quem quer aproveitar essas oportunidades e se destacar, mas para o primeiro semestre, a projeção é de estabilidade. O crescimento deve vir na segunda metade do ano. Hoje, por conta dos preços, tem mais passageiros vindos ao Brasil a trabalho do que a turismo. O país não está competitivo.

Com a proximidade da Copa do Mundo, a expectativa é que os preços dos serviços turísticos subam – como observamos durante o evento Rio +20, aqui, no Rio de Janeiro. Poderá haver menos demanda que oferta, como aconteceu na Olimpíada de Londres. No evento esportivo, muitos ingressos não foram vendidos e o governo inglês chegou a distribuir os tickets entre soldados para evitar os lugares vazios. E, eventos como a Copa acabam atraindo aquele turista eventual que é mais suscetível a câmbio e preço. Nessas épocas, o turista que viria visitar o país independentemente dos preços acaba desistindo da viagem.

Todo o mundo está olhando para o Brasil com interesse, principalmente, para nos conhecer e isso só traz benefícios para o nosso mercado. Mas depois que o mundo passar por aqui, ou seja, depois de 2016, o que deverá acontecer? Mantê-lo além da Olimpíada exigirá muito mais do que está sendo feito hoje.

Um país, com tantas oportunidades, e uma indústria com tantas transformações, porque muitos agentes de viagens continuam desinformados, desorientados, maus qualificados e completamente amadores? Em pleno Século 21, ainda impera a desinformação, a falta de dados, a informalidade. A indústria é multifacetada, interligada e complexa, mas também é desunida e desigual. Alguns estão a um passo à frente, outros dez anos atrás. O setor acostumou-se a inventar dados, a achismos, a jeitinhos.

No Brasil, estatísticas e pesquisas sobre tendências do turismo são sempre inexistentes. A única informação relevante é sobre entradas e saídas. Incrível esse anacronismo dos embarques e desembarques. Parece que informação sobre o turismo no Brasil são só entrada e saída de turistas. Os agentes de viagens merecem mais informações, mais orientações e de empresas mais transparentes e mais profissionais, e não de uma iniciativa privada insegura e temerosa, que tateia e intui.

Então surge uma dúvida: Quantas empresas estão aptas a trabalhar com turismo? Quantas querem mesmo 100% de profissionalização? Quantas entidades querem pensar além da feira?

Quando o assunto é o consumidor, principalmente, o viajante da nova classe média emergente, também, reina a desinformação. Muitos não sabem o que fazer no aeroporto e/ou dentro do avião, e muitos, desconhecem o que está incluso no seu pacote. E em qual agência comprar? Em quem confiar? No caso de fechamento da empresa, o que fazer? A quem recorrer? Ou seja, o consumidor vai se sentindo cada vez mais desamparado e inseguro. Mais desconfiado.

Eu gostaria de ver um novo Brasil após os grandes eventos, então já está mais do que na hora (aliás, estamos atrasados) de mudarmos o foco. Vamos exigir um setor mais maduro e mais profissional. Vamos cobrar por entidades, tanto públicas como privadas, mais sérias e que lutem a favor de nossa classe e que estejam de encontro com os nossos objetivos, com justiça e seriedade.

A partir de hoje, iniciarei uma série de informações, que poderão ajudar no seu desenvolvimento profissional ou da sua empresa, sobre o mercado de turismo brasileiro. Vou tentar explanar sobre a situação atual em que nos encontramos e acabar de uma vez por todas com esse mar de indecisões, onde encontramos muitos perdidos e indecisos.

Esperar pelas ações públicas ou privadas não vai garantir o nosso desenvolvimento profissional. Quem quiser espaço deve começar desde já a se preparar. Afinal, somos uma classe de profissionais do turismo. Somos corajosos, somos investidores, e mais que tudo, somos empreendedores. Não desistimos com facilidade. Lutaremos sempre, pelo futuro do turismo no Brasil.

facebook-profile-picture
Antonio Moreno
"O descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem" Consultoria e Assessoria. CEO do Grupo Tradeclube Soluções. E-mail: antonio@tradeclubenetwork.com WhatsApp: 55-21-98117-2011
http://www.tradeclubenetwork.com

One thought on “Análise do Mercado de Turismo Brasileiro

  1. Gente!!!
    Muito avançamos nos últimos anos. Criamos um Ministério exclusivo para o Turismo, como ação de políticas públicas. Temos uma Plano Nacional de Turismo em andamento. Estabelecemos uma Lei Geral do Turismo. Montamos um Conselho Nacional com a participação de quase 80 representações de categorias profissionais e de mercado.
    Precisamos avançar, claro! Precisamos regulamentar a atribuição dos reconhecidos turismólogos, pois qualquer pessoa que trabalha na atividade turística, após os vetos da lei que reconheceu a luta justa desses profissionais nos últimos 40 anos, pode atuar nas diversas responsabilidades profissionais desse complexo fenômeno social, humano, ambiental e comercial que é o turismo.

Deixe uma resposta

Top