Cenários e Projeções. Qual a sua expectativa para 2018?

Pesquisar sobre os cenários e projeções de situações futuras é um trabalho que todo empreendedor deve fazer para se orientar e planejar seu negócio e os futuros desafios.

Diante de ambientes incertos que se alteram rapidamente, os empresários precisam se munir de informações que tragam maior segurança na tomada de decisões estratégicas para o próximo ano.

Portanto, a Tradeclube Network apresenta algumas dicas de um documento que foi elaborado pelo Sebrae, e que abordam temas relevantes para os pequenos negócios do setor de turismo:

O turismo tem grande representatividade na economia nacional, porém, devido à recessão econômica que o país está enfrentando, o setor teve um recuo em suas atividades. A queda interrompeu o crescimento que acontecia desde 2008.

De acordo com o WTTC (The World Travel & Tourism Council, Conselho Mundial de Viagens e Turismo, em português) o crescimento anual deve ter uma taxa média de 2,9% nos próximos 10 anos. Mesmo assim, o crescimento é mais lento que o dos países latino-americanos vizinhos, como Peru e Chile, que terão crescimento de 5,8% e 3,4%, respectivamente.

O real apresentou uma desvalorização frente ao dólar. Diante disso, os destinos brasileiros se tornaram mais atrativos, para turistas estrangeiros e nacionais, que substituíram suas viagens internacionais pelas domésticas.

O Brasil tem recebido grande visibilidade internacional devido aos grandes eventos que ocorreram no país. É importante salientar que não apenas o turista estrangeiro é atraído para o país, mas o visitante nacional também é impactado positivamente pela dinâmica construída em torno de tais acontecimentos.

O turista que vem ao Brasil geralmente é motivado pelos segmentos de ecoturismo, negócios e eventos, turismo religioso, turismo de sol e praia. Dependendo da localidade, é possível observar padrões de comportamento que variam dos mais “virtuais” – que estão sempre conectados às novidades e aos serviços tecnológicos – a pessoas que buscam mais liberdade e desprendimento das modernidades. Saber identificar o perfil e as tendências do setor é um diferencial para os negócios.

 


 

Tendências e hábitos de consumo quanto à compra da viagem:

  • Turistas nacionais e estrangeiros buscam informações sobre destinos na internet de maneira eficiente, fácil e rápida.
  • As viagens estão mais acessíveis ao público em geral, independentemente de classe social e econômica. Isso ocorre devido à facilidade de crédito e pagamento. Atualmente, um turista de Xangai consegue fazer o pagamento de um hotel em Recife com a mesma facilidade com que paga suprimentos nos supermercados.
  • O turista atual está sempre conectado nas redes sociais, aplicativos e sites para planejar sua viagem. Dessa maneira, ele pesquisa com antecedência o local de destino e verifica se o roteiro desejado é viável financeiramente.Serviços cada vez mais personalizados é uma tendência que só tende a crescer.
  • A roteirização de viagens que incluem uma grande gama de pontos turísticos de forma rápida e não aprofundada perde espaço, uma vez que os turistas têm muitas informações sobre os mais diversos pontos do planeta. Logo, eles esperam um serviço mais detalhado e personalizado.

A Economia Compartilhada propõe um estilo de consumo baseado no uso, em vez de se voltar à compra e posse de um determinado bem. O senso de comunidade, pertencimento e compartilhamento está ganhando cada vez mais força no mundo, principalmente com o acesso facilitado à Internet e redes sociais, gerando novos formatos de negócios. E estas interações permitem relações de compra e venda entre usuários por meio de ferramentas online, excluindo a necessidade de contato prévio ao vivo.

As empresas americanas Uber e Airbnb mostram a importância da economia compartilhada para a economia como um todo e também para o setor de turismo. Esse tipo de negócio é facilitado pela maior interação virtual da população. Estima-se:

  • 85% dos viajantes usam o seu smartphone para fotografar e descrever a viagem e 72% publicam nas redes sociais, fazendo com que os amigos acompanhem de perto a experiência.

  • 61% dos turistas utilizam redes sociais para se comunicar enquanto estão realizando uma viagem e 30% estabelecem esse meio como o mais prático para fazer contatos.

  • 77% dos usuários buscam e leem as avaliações postadas por outros turistas na internet antes de escolher onde se hospedar.

  • 46% dos turistas costuma dar dicas de hospedagem para familiares e amigos. A recomendação é importante para aperfeiçoar o serviço e inovar constantemente no setor.

 

É necessária uma atenção especial à inserção de empresas de turismo nesse segmento, sabendo como lidar com as mudanças e como se adaptar da melhor forma possível a elas. Um passo fundamental é estar inserido nas redes sociais e manter contato virtual com clientes e parceiros, além de se manter abeto a novas oportunidades de negócios.

 


 

A Tecnologia é parte fundamental do turismo. No entanto, seu uso é influenciado, diretamente, pela infraestrutura tecnológica disponível. A tecnologia tem efeitos diferentes, de acordo com o mercado e com o segmento. Algumas podem ser mais relevantes para os pequenos negócios e são fundamentais para a tomada de decisões.

A adoção de smartphones cresceu cerca de 45% nos últimos três anos. A estimativa é de que o número de usuários conectados via dispositivos móveis, cresça 34% até 2018, alcançando 3,56 bilhões de pessoas conectadas.

A utilização dos Dispositivos Móveis nos serviços de viagens também se deve à ascensão da economia compartilhada. Essa tendência se mostra atraente aos viajantes devido ao custo-benefício e às experiências únicas que propicia.

Os pequenos negócios devem se adaptar a esse contexto, visto que os consumidores se tornaram “imediatistas”, preferindo serviços que sejam flexíveis, autônomos e ofereçam praticidade na aquisição.

A grande quantidade de dados alcançados pelo Big Data representa uma oportunidade ao turismo, já que as empresas do setor podem se beneficiar e melhorar a experiência dos turistas. A análise correta dos dados permite, por exemplo, identificar o comportamento dos viajantes, suas necessidades e preferências, de modo que seja possível traçar um perfil e oferecer serviços personalizados.

Atualmente, os pequenos negócios também podem ser favorecidos, pois muitas informações são disponibilizadas de forma gratuita por meio de bancos de dados públicos, que permitem o cruzamento das informações com códigos abertos, que podem ser personalizados de acordo com a necessidade. No entanto, o empreendedor deve ter conhecimento do que pretende analisar, logo, é preciso fazer as perguntas certas para obter a repostas desejadas.

É esperado que a Internet seja cada vez mais responsável pelas atividades diárias da população e que os serviços sejam integrados, possibilitando melhor experiência ao usuário. Por integrar diferentes serviços e/ou equipamentos, é aplicado o termo “coisas” a essa tendência. Em 2015, o número de “coisas” conectadas no Brasil foi de 140 milhões. Até 2020, estima-se 400 milhões de “coisas” conectadas, um movimento de aproximadamente US$ 7 bilhões, o que representa crescimento de 71%. O mercado global deve alcançar US$ 1,7 trilhão em negócios.

Em alguns países desenvolvidos, as aplicações da Internet das Coisas (IoT, Internet of Things, em inglês) contam com um conjunto de algoritmos pré-programados que são capazes de tomar decisões com as informações coletadas pelos sensores.

Algumas aplicações da IoT possíveis para os pequenos negócios:

Marketing: sensores serão capazes de informar exatamente como e quando um produto é utilizado, auxiliando nos processos de design e marketing. A coleta de informações é feita em tempo real e se torna mais atrativa do que a pesquisa de mercado, que tem um longo tempo de maturação e aplicação.

Venda de produtos e serviços: o monitoramento real dos consumidores, conforme seu comportamento de consumo possibilita o pequeno negócio prever quando eles precisarão renovar produtos ou serviços.

Logística: para empresas que precisam de abastecimento constante de estoque ou demandam serviços terceirizados, o rastreamento da cadeia de suprimentos permite o planejamento mais eficiente e a localização mais ágil de fornecedores, evitando interrupções de serviço aos clientes.

Localização: baseando-se nos comandos de GPS e nas informações disponíveis sobre o viajante, os pequenos negócios podem oferecer melhores opções de restaurantes, lazer, acomodações, transportes, de acordo com as necessidades e preferências dos turistas.

Transporte: os pequenos negócios podem integrar as aplicações de GPS para oferecer serviços mais ágeis. Por exemplo, Barcelona, dentro dos preceitos das cidades inteligentes, oferece integração a rede de Wi-Fi, possibilitando aos moradores e turistas informações em tempo real sobre vagas disponíveis, pontos de ônibus inteligentes, situação do trânsito e informações adicionais sobre eventuais atrasos.

Uma Cidade Inteligente tem a capacidade de medir, integrar e analisar as informações referentes a transporte público, acomodações disponíveis, trânsito, gasto com energia elétrica, sinalização, iluminação, entre outros. O objetivo é garantir uma melhor gestão pública da cidade, além da otimização de recursos e experiências mais acessíveis e prazerosas a moradores e turistas.

Já o conceito de destino inteligente, muitas vezes confundido com o de cidades inteligentes, está relacionado à promoção dos destinos turísticos por meio das tecnologias digitais. Os dois conceitos estão interligados, pois para que um destino se torne inteligente é necessário que a estrutura da cidade comporte tais ações, permitindo melhor interação e experiência dos turistas com o destino.

Para os pequenos negócios, é importante estar atento e de que forma essa infraestrutura pode beneficiar suas empresas. É importante também averiguar se a cidade em que seu negócio presta serviços possui os pilares das cidades inteligentes.

A Geolocalização permite que os turistas encontrem ofertas exclusivas em tempo real, a partir de suas preferências e das melhores condições geográficas. Os sistemas que utilizam informações fornecidas por smartphones e GPS serão beneficiados pela evolução das cidades inteligentes, pela integração do Big Data e pela conectividade da IoT.

Os sistemas baseados na localização geográfica do usuário podem auxiliar profissionais e empresas de turismo em oferecer serviços personalizados, de acordo com a demanda evidenciada, bem como informações de tráfego e rotas alternativas.

Novos métodos de pagamento. Os próximos anos determinarão uma sociedade “sem dinheiro vivo”, ou seja, as transações financeiras acontecerão, principalmente, por meio de cartões de pagamento, telefone e técnicas biométricas (digital). Os pequenos negócios precisam se adaptar e oferecer esses novos formatos, do contrário, serão substituídos por concorrentes que possibilitem essas facilidades.

 


 

A convivência harmônica entre o meio ambiente e a sociedade é cada vez mais importante e valorizada. Para se manter competitivo no mercado, é essencial que profissionais e empresas considerem esse fator e se adaptem continuamente. Porém, a Sustentabilidade vai além da competitividade e está associada à responsabilidade social dos empreendimentos na comunidade da qual fazem parte.

Além de contribuir para o consumo sustentável do turismo na região, estar atento aos fatores socioambientais nesse setor tem várias vantagens competitivas.

  • Redução de custos operacionais causados pela economia de água e energia.
  • Aumento dos lucros, devido à redução dos custos operacionais.
  • Integração social, impactando diretamente no relacionamento com as comunidades locais.
  • Destaque no mercado, ocasionado pelo fato de existir um número de empreendimentos sustentáveis reduzido.

Em média, pessoas que praticam o turismo sustentável gastam cerca de US$ 28 a mais que os turistas comuns, de acordo com uma pesquisa realizada pela Consultoria TNS. Os turistas estão mais rigorosos e, para que os destinos sejam mais atrativos, precisam se adequar à demanda da sustentabilidade.

 


 

Cenário 1 – Situação econômica em recuperação

As questões políticas refletem diretamente na situação econômica de um país e os fatores econômicos são responsáveis pelo sucesso do turismo. O PIB brasileiro teve uma queda de 3.8% em 2015 e até 2018 é esperada uma recuperação, alcançando um crescimento de 2,81%.

Com o PIB positivo, espera-se um aumento do turismo doméstico. A taxa de câmbio, que chegou ao valor de R$ 3,32/US$ em 2015, até 2018 deve assumir um valor de R$ 3,85 e estabilizar em torno desse patamar durante este ano, auxiliando a chegada de turistas estrangeiros.

A renda familiar recuou -3,8% em 2015, não acompanhando o crescimento que se verificava desde 2006. Até 2018, a renda familiar brasileira apresentará uma recuperação de aproximadamente 16%.

O consumo recuou 4% em 2015. Essa queda ocorreu devido a um conjunto de fatores: inflação mais alta, alcançando 10,67% em 2015, juros altos e menor crédito. A inflação deve cair nos próximos anos, alcançando um índice de 4,05% em 2018. A taxa de desemprego que ficou em 8,5% em 2015, fato que também culminou na queda do consumo. Até 2018 deve alcançar 9%. Com todos esses fatores em recuperação, o consumo deve melhorar.

Com a esperada retomada do crescimento e a continuidade desse movimento em 2018, há previsão de elevação da renda familiar e redução do desemprego, o que afetaria o PIB do setor de turismo.

Turismo Nacional
Com economia, renda familiar e inflação se recuperando, o poder de compra também é favorecido e o turismo nacional é valorizado.

A tendência de deslocamento interno, de acordo com a intenção de viagem, é de que as regiões mais visitadas do Brasil continuem sendo o Nordeste, Sudeste e Sul. Os segmentos de Sol e Praia e de Negócios terão maior fluxo. A acomodação mais utilizada será hotel/pousada, seguida de casa de parentes e amigos. Os meios de transporte mais utilizados continuarão sendo o avião e automóvel.

Turistas estrangeiros
O PIB mundial cresceu 3,1% em 2015. A previsão é de crescimento de 41% que pode gerar um aumento de entrada de turistas estrangeiros. É esperada a chegada de mais de 7 milhões de turistas estrangeiros em 2018.

 

Cenário 2 – Situação econômica com dificuldades, mas tendência de melhoras

Este é o cenário intermediário para o turismo brasileiro, caracterizado como realista. Nesse cenário, as condições externas moderadamente favoráveis deverão permitir uma recuperação das economias mundial e nacional, mas o crescimento será inferior ao registrado no período imediatamente anterior à crise financeira internacional. Sendo assim, o impacto sobre o crescimento do turismo será moderado. A possível volatilidade no crescimento da economia nacional será uma variável de incerteza que poderá influenciar negativamente o nível de investimento no setor turístico. O PIB do país até 2018 mostrará uma leve recuperação, com um leve crescimento e com uma variação estimada em 2,55%.

Turismo doméstico
A necessidade de resguardar fundos e evitar viagens internacionais faz com que o turismo doméstico seja alavancado nos anos seguintes, visto que a taxa cambial não mostrará sinal de recuperação devido à volatilidade do cenário externo no que concerne aos choques na moeda.

Sendo assim, com os outros indicadores econômicos mostrando leves sinais de melhora, como a taxa de inflação, o PIB nacional e a renda média familiar, temos uma perspectiva de incremento das atividades internas do setor.

Análise do PIB do Turismo
Tomando por base o PIB do Brasil, é possível fazer projeções que auxiliam nos indicativos de como será a reação do PIB do Turismo em relação à economia como um todo. A análise de regressão mostrou que existe uma ligação muito forte entre os movimentos do PIB do país e do PIB do setor de Turismo. Eles respondem de maneira muito semelhante. Dessa forma, realizando os cálculos prévios, é possível estimar que a taxa de crescimento do PIB, recuperando-se em 2018 dos movimentos negativos de 2015, levará a uma recuperação do setor do Turismo.

A previsão é de que o PIB Brasil atinja o valor de R$ 5,92 trilhões em 2018, frente aos R$ 5,90 trilhões de 2015. O PIB do Turismo alcançará, em 2018, um valor aproximado de R$ 200 bilhões frente a um valor de R$ 190 bilhões em 2015. Isso mostra, a partir de cálculos econométricos, uma interação de mais de 70% na explicação da variação do PIB do Turismo em consequência do PIB nacional.

Turistas estrangeiros
A necessidade de resguardar fundos e evitar viagens internacionais faz com que o turismo doméstico seja alavancado nos anos seguintes, visto que a taxa cambial não mostrará sinal de recuperação devido à volatilidade do cenário externo no que concerne aos choques na moeda.

Sendo assim, com os outros indicadores econômicos mostrando leves sinais de melhora, como a taxa de inflação, o PIB nacional e a renda média familiar, temos uma perspectiva de incremento das atividades internas do setor.

Para 2018 é esperado um movimento maior do que em 2017. Tal fato se confirma com o aumento da exposição do país devido á realização dos eventos esportivos, à melhora do cenário externo mundial, à recuperação da economia brasileira e ao valor cambial, que se manterá em um patamar alcançado pós-crise financeira mundial.

É importante ter foco para receber turistas estrangeiros e não investir em viagens de brasileiros para o exterior. O mercado doméstico, com o início de uma verdadeira recuperação a partir de 2018, tende a ganhar força e se somar à chegada de turistas estrangeiros no país. A renda média das famílias brasileiras tem a voltar ao patamar pré-crise de 2015 e isso reforça a expectativa de retomada do crescimento para o setor.

 

Cenário 3 – Situação econômica com dificuldades

Este é o cenário de menor expectativa para o turismo brasileiro. As condições externas e internas são desfavoráveis. As incertezas relacionadas à economia nacional são mais persistentes, gerando um impacto negativo sobre a situação do emprego, da renda, do PIB e do setor turístico como um todo. O turismo deverá apresentar um crescimento menor do que nos outros cenários. O PIB do Brasil se recuperará de forma mais lenta e gradual.

Com o PIB nacional em crise, haverá menos crédito no mercado, juros mais altos e consumo em queda. O governo tende a minimizar os gastos públicos, o que interfere diretamente nos investimentos em turismo, diminuindo os recursos em segmentos importantes para o setor, como propaganda, hotelaria e refeições.

A inflação da economia como um todo, após atingir o valor de 10,67% em 2015, deve alcançar 4,95% em 2018. Isso mostra que a inflação voltará ao centro da meta estabelecida pelo governo e aliviará a economia somente a partir do primeiro semestre de 2018.

O impacto da inflação é maior justamente no poder de compra. Há um aumento o custo de vida da população e, consequentemente, a diminuição do turismo doméstico. Com menos viagens sendo realizadas, toda a cadeia é afetada negativamente. Os turistas tendem a fazer viagens mais curtas, alterar o planejamento para reduzir custos, optar pelo parcelamento ou adiar o investimento em viagens.

 


Dicas e Orientações

Diante das diversas oportunidades que podem ser geradas no setor, os desafios são constantes. Os empreendedores precisam estar atentos para ter sucesso em longo prazo e se manter competitivos no mercado. Além de monitorar tendências, é importante manter-se atualizado em questões que envolvem legislação, tributação, estratégias de promoção e certificação.

Formalização e Legalização
O turismo possui muitos negócios informais. Nos últimos anos, devido à retração econômica do país, a alta do desemprego e a queda na redá, mais brasileiros passaram a trabalhar por conta própria. No entanto, a informalidade é prejudicial ao trabalhador devido à perda das garantias trabalhistas, como estabilidade, férias remuneradas e FGTS. Também prejudica o governo, pois significa uma queda na arrecadação de impostos e aumento do déficit do INSS, impactando no direcionamento de políticas públicas ao setor. Para os turistas também é negativo, uma vez que a confiança na contratação dos serviços é afetada, já que o recebimento de um serviço seguro não é garantido.

Para os empreendedores que desejam regularizar seus negócios, é preciso realizar o cadastro no Cadastur. O cadastro é gratuito e permite o acesso a linhas de financiamento, oportunidades de qualificação, maior visibilidade dos negócios e facilidades para obtenção dos projetos do governo.

Muitas informações referentes ao setor também podem ser encontradas na Lei 11.771/208 – que estabelece normas sobre a Política Nacional de Turismo. Nela são discutidas as atribuições do governo federal para o desenvolvimento do setor, os deveres dos empresários, a classificação das atividades características do turismo e como é realizada a fiscalização dos prestadores de serviços.

Impostos
A perspectiva é de que não tenha diminuição dos impostos para os próximos anos, porém, a articulação política do setor, incluindo associações e sindicatos, é fator importante para medidas que busquem a redução da carga tributária. Isso favoreceria a redução do preço dos serviços, o aumento da oferta de empregos no setor e preços mais acessíveis ao turista, intensificando o consumo.

Outra alternativa para os empreendedores reduzirem custos com impostos é a adesão ao Simples Nacional ou Super Simples. Nesse regime, pequenas e médias empresas com faturamento inferior a 3,6 milhões de reais por ano podem pagar impostos por meio de um sistema especial, com menos burocracia, menos tributos e impostos federais, estaduais e municipais pagos em um único boleto.

Estratégias de Promoção
Estar atento às novidades do setor e aproveitar as oportunidades de exposição da marca e dos serviços são atividades constantes das empresas de turismo. Antecipar tendências e se posicionar de maneira favorável facilita a expansão do número de clientes e incrementa a rena gerada pelos negócios concretizados.

O mundo virtual tem tomado proporções cada vez mais impressionantes nos negócios e tal movimento não exclui o setor de turismo. É extremamente importante manter a presença online da empresa. Ampliar o atendimento virtual e estreitar relações com os turistas são ações que dão visibilidade ao negócio e favorecem a atração de mais clientes.

Monitorar situações em que os turistas exponham sua marca negativamente nas redes sociais é essencial. Saber manter o profissionalismo, a atenção e a cordialidade são pontos fundamentais para reverter uma imagem negativa.

Outro ponto importante na promoção nos negócios online é entender o perfil do consumidor e seu público-alvo. Para montar a melhor estratégia virtual de atração de clientes, é necessário conhecer e analisar uma série de variáveis, como idade, sexo, origem, motivo da visita online, entre outros.

Busque informações sobre parcerias com empresas de tecnologia que tenham experiência nessa área e que já contem com produtos e serviços voltados ao comércio eletrônico. Fique atento a certificações digitais que ofereçam confiança ao consumidor na hora de fechar uma compra online, dando garantia de que os dados disponibilizados estão seguros e restritos ao negócio entre a empresa e o cliente.

Em outro campo da promoção, é fundamental participar de eventos que aproximam o cliente e a empresa. Monitorar feiras voltadas para o setor de turismo é uma oportunidade de mostrar diretamente o seu produto/serviço e atrair clientes, parceiros, fornecedores e outros contatos importantes.

 

Para acessar o documento com a pesquisa completa, clique aqui.

 

 

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Acredito que qualquer pessoa tem a capacidade de realizar seus sonhos. Para isso, é preciso buscar informação e orientação. Esse é o meu foco principal. Ajudar os que procuram, através da capacitação, o seu desenvolvimento profissional e empresarial para alcançar os seus objetivos.

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