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Como manter um time mais focado e produtivo?

Hoje, no mundo todo vivemos um dilema de como crescer a produtividade no trabalho, e ao mesmo tempo respeitar as individualidades e as necessidades de vida e lazer dos colaboradores.

Uma técnica desenvolvida pelo Google pode ajudar, em muito, as pessoas a participarem da jornada de trabalho, percebendo seu estado mental.

Imagine, por exemplo, que você tem uma reunião marcada com o time da sua empresa. Nesse dia, você está muito preocupado com a sua filha que não está indo bem na escola. Essa preocupação afeta diretamente o jeito como você se relaciona na reunião. Imagine que um dos seus colaboradores também entra na reunião contaminado pelo ciúme doentio que está sentindo da mulher. No final das contas, temos duas pessoas com estados mentais bem alterados, e agindo não de acordo com suas verdades pessoais, mas de acordo com os efeitos provocados por esses estados mentais. E o assunto da reunião em si, ficaria completamente contaminado por esses estados mentais.

É assim que funciona a técnica de Chade-Meng Tan, que para outros dá-se o nome de mindfulness, traduzido como “atenção plena”. A ideia é que voltando sua mente para o presente, você sai da “contaminação” dos seus estados mentais desmobilizadores, e volta para o que deve ser feito naquele momento. No caso, o foco na reunião de trabalho.

Cria-se um certo distanciamento de você para com seus pensamentos. Você se torna o observador, e assim não se identifica com os estados mentais que não contribuem para o momento. O mais importante de tudo é que isso não se consegue apenas lendo um livro, ou num seminário de fim de semana. Exige prática constante para que a técnica vire um modo de viver.

No dia a dia, isso promove uma evolução na qualidade do ambiente de trabalho e na produtividade, pois pessoas mais equilibradas trabalham melhor, dispensam energia com o que realmente importa, e não o que seus impulsos internos a levam a fazer.

É fundamental que o líder da empresa entenda e evolua nesses conceitos, pois nada pior que o líder estar contaminado de pensamentos inconstantes. Isso irá gerar uma insegurança na equipe e falta de senso de objetividade. É por isso que, nos fóruns mais avançados sobre liderança, o principal mantra é que “a qualidade do estado mental do líder é que diferencia a boa liderança”.

Portanto, vamos ficar atentos ao que passa na nossa cabeça. Pois se isso contamina nossas ações, estaremos sendo reféns dos nossos pensamentos, e assim, toda empresa padece. Preste atenção nos seus pensamentos. Sua empresa e seu time vão agradecer.

Já que estamos falando de maneiras de melhorar o ambiente e a produtividade, vamos explorar mais o assunto. Muitas empresas buscam cursos e mais cursos para capacitar seus colaboradores. Penso que os cursos como capacitadores são muito bons, mas para evoluir para uma cultura de positividade e performance, tenho minhas dúvidas, pois o curso é algo de tiro rápido, mas não o faz incorporar no dia a dia novos conceitos de forma mais permanente.

Vou dar um exemplo do que digo. Diariamente você pode juntar toda a equipe, antes de abrir e repassar todos os pontos importantes no atendimento e dizer o que deve ser melhorado em relação ao dia anterior. Ou seja, treinamento contínuo. Este sim é um jeito que acredito que move as organizações para além do “eu falo”, mas “não faço”.

Outro ponto importante na evolução de uma cultura feliz e produtiva é praticar o “ouvir”. O que mais motiva as pessoas é o senso de ser ouvido, fazer parte, ter voz ativa nas organizações. Nada mais recompensador para o colaborador do que ir para casa todo dia sentindo que faz parte do todo, está super bem inserido no grupo social que é a empresa, e que suas opiniões têm valor. E isso só pode ser conseguido com um “ouvir” genuíno e constante por parte do líder.

Ainda na linha das boas práticas de liderança, não podemos esquecer da máxima “walk as you talk”. O exemplo ainda é uma das melhores maneiras de fazer a cultura evoluir. Lembra como seu filho aprende? Olhando para o que você faz, e não apenas o que você fala. No fazer, aparece a “verdade verdadeira”, no falar, a chance de “fake speachs”, é enorme. E isso é fatal para uma cultura empresarial.

Resumindo, vamos prestar atenção nos nossos estados mentais, recompensar a equipe de acordo com seu desempenho, praticar a conversa diária para melhorias constantes, ouvir, ouvir, ouvir, e ser totalmente coerente no que você fala e faz. Acho que já temos um bom começo…

 

Fonte: Portal Endeavor/Luiz Bono/Maio 2017.

 

 

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Antonio Moreno
"O descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem" Consultoria e Assessoria. CEO do Grupo Tradeclube Soluções. E-mail: antonio@tradeclubenetwork.com WhatsApp: 55-21-98117-2011
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