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Dia Mundial do Turismo

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O Dia Mundial do Turismo é comemorado desde 27 de setembro de 1980. Foi estabelecido pela terceira conferência da Assembleia Geral da Organização Mundial do Turismo (OMT), realizada em Torremolinos (Espanha), sem setembro de 1979. Neste ano, a data será comemorada pela OMT em Guadalajara (México), sob o temário “Turismo e desenvolvimento comunitário”. 

Primeiramente, quero felicitar a todos os profissionais que trabalham pela a indústria do Turismo pelo Dia Mundial do Turismo. Graças a todos nós é que são formadas e promovidas muitas regiões, tanto a nível nacional como internacional, como também muitos fornecedores. E o nosso trabalho sempre foi desenvolvido através de muita criatividade, muita inovação, muito conhecimento e muito profissionalismo.

Agora, segue algumas considerações: 

O Turismo no Brasil tem representatividade na política e nos rumos da economia nacional? O que você acha? Posso citar como exemplo, as eleições que se aproximam e, notadamente, nenhum candidato apresentou propostas efetivas para a atividade. Não temos nenhuma bancada que represente a atividade em Brasília e nos estados da União. Você acha que é preciso, urgentemente mudar essa situação e exigir que os políticos priorizem o Turismo de uma vez por todas?

Os investimentos em turismo são vergonhosos, e os ocupantes das pastas possuem pouco ou nenhum preparo para a função. Acabam se perdendo em documentos burocráticos como planos de turismo elaborados nos mesmos moldes há anos e que não possuem metas mensuráveis e não são colocados em prática.

E a capacitação turística? Também vai mal? Muitos empresários pouco se importam com a reciclagem de seus funcionários e investem em pequenos cursos operacionais, que hoje não apresentam diferencial nenhum na prestação de serviços. Não há estímulo para pesquisas, sendo um setor de mera comercialização de produtos. O profissional de turismo, que até hoje não teve sua profissão regulamentada pela falta de um trabalho real em Brasília, vai desistindo aos poucos da profissão e dos salários baixíssimos pagos.

A representatividade nasce do foco na gestão, no empreendedorismo, no investimento, nas lideranças combativas e na luta para sair do glamour para a economia. O setor continua se perdendo e acaba somente nos cadernos de turismo, que vendem os destinos e não nas páginas das grandes ações para um Brasil melhor, para todos, construído com base no turismo, que deve ser um de seus pilares, além da educação, saúde, trabalho e infraestrutura.

Outra coisa: Para que serve uma entidade de classe? Para defender os interesses de sua classe? Para fazer essa classe ter representatividade no mercado? Para integrar sua classe ao mercado de forma positiva e sustentável? Para apontar caminhos? Para funcionar como um clube? Para organizar eventos? Para capacitar quem – o associado ou o cliente? Para que serve uma entidade? Ficam as perguntas e se vocês puderem me responder, agradeço.

Economia em baixa, concorrência desleal, altos impostos… Parece desesperador o cenário, ao pararmos para analisar. O excesso de entidades enfraquece qualquer tentativa de liderança e diálogo único com o governo, há entidades mais interessadas em feiras do que no core business de seus associados, e, devido ao corporativismo fecha-se muito o olho para as más práticas de associados, na melhor linha “faça o que digo, não faça o que faço”.

Ou seja, o ambiente está frágil e vulnerável. Voltamos a bater nas teclas da união, da necessidade de grandes empresários emprestarem (mais uma e cada vez mais) seus nomes para as associações de classe, da redução da quantidade de eventos e entidades… Tudo isso para exigirmos com voz reverberante e poderosa que os governos façam bem sua parte e nos olhem como a indústria que merece mais respeito, atenção, entendimento (até para saber o que faz cada player e não sair estimulando novidades estapafúrdias) e recursos (que, nas mãos de empresários, seriam mais bem gastos do que nas de políticos).

Mas se há apenas problemas, por que alguns, diante de tantos desafios, conseguem se sair bem? Em um momento de incertezas como o que estamos vivendo, é importante não ser aquele que sempre aponta os outros como responsáveis pelos seus fracassos. Em vez disso, a hora é de ter uma estratégia. E não há boa estratégia sem medir e pesquisar para então buscar inovação e metas agressivas.

Sempre digo que sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno. Mas é claro que, para isso, é preciso calcular o risco e saber exatamente onde se quer chegar. Em tempos de grandes mudanças, as ações devem ser mais precisas, rápidas e assertivas. Analisar, calcular e, finalmente, cumprir cronogramas e atingir metas é essencial.

Traçar estratégias baseadas em indicadores é um princípio básico para colocar qualquer projeto em prática. Quando temos uma boa base, as chances de falhar são mínimas. O plano caminha rumo ao sucesso.

No atual cenário, que caracteriza o trabalho contemporâneo, profissionais comprometidos passam a ser destaque, diante de pessoas que não valorizam o planejamento, processo de aprendizagem e a determinação nas decisões. Nesse sentido, o comprometimento é um desafio que representa expressivo diferencial competitivo, na busca por melhores resultados para a superação de metas e valorização do conhecimento humano. E como está o grau de seu comprometimento? Como ser comprometido com as decisões, se há insegurança em aceitar as mudanças? Como ser comprometido se o medo é maior que a ação? Observe que o comprometimento não acontece em um passe de mágica, mas exige de você a vontade de acreditar no seu potencial.

Você aceita as mudanças como uma oportunidade? Em decorrência do comodismo, estabilidade ou insegurança, o desafio de aceitar uma mudança gera conflitos e uma sensação de desconforto. Quantas pessoas você conhece que reclamam constantemente da empresa que trabalham? Quantas pessoas você conhece que abandonam as decisões, por insegurança de aceitar uma mudança como oportunidade? O que essas pessoas fazem na prática? Simplesmente reclamam e não praticam nenhuma mudança. Há pessoas que não são capazes de ficar uma hora a mais para concluir uma atividade. Há pessoas que querem ser o primeiro colocado em vendas, mas quando a empresa convida para um treinamento, dizem que no dia a dia não funciona. Uma pessoa que somente reclama e não coloca em prática uma mudança está contaminado com um vírus, chamado comodismo.

Inovar ou lamentar? A decisão é sua

A figura do agente de viagens não está defasada, mas sim em constante evolução. A profissão não consiste apenas em conhecer os canais certos para emitir passagens e reservas em hotéis. Estou falando de um profissional que é capaz de cuidar do começo ao fim de uma viagem para o cliente. Muito se fala em internet, mas poucos dizem sobre o trabalho que dá e o tempo que é gasto procurando ofertas em sites. Isso sem considerar a confiança de reservar determinado produto em um ambiente online que você, muitas vezes, acabou de conhecer.

O mercado atual transformou o viajante em uma pessoa multicanal. O agente de viagens, portanto, precisa conhecer o cliente mais que ele próprio, e sugerir produtos e serviços que o façam ter a certeza de que está sendo assessorado por um expert no assunto. Isso é algo que não se encontra com facilidade.

Você se considera um ‘expert’ acima da média? Acha-se um “puro sangue”? Deseja saber se você é tão bom quanto pensa? O profissional tem de ser sagaz. Inteligente o suficiente para saber onde e como prospectar novos clientes, criar e manter relacionamentos e saber lidar com cada tipo de situação que envolve a prestação dos serviços.

O profissional de sucesso crê no seu potencial. Sabe que um “não” pode significar “ainda não”. Ele tem confiança em si e por isso fecha a venda. Ele aceita cada limão e abre uma banca de limonada. O campeão de vendas sabe transformar suor em dinheiro.

O verdadeiro consultor é um grande articulador. Comunica-se como ninguém. A sua fala atrai a atenção do ouvinte. Quando junta a arte da comunicação e habilidade de convencer, com as suas crenças e entusiasmo, a venda é certa.

O profissional sabe que precisa ser disciplinado para alcançar a sua meta no tempo e na dose certa. Nenhum talento pode vencer sem a contribuição da disciplina. Trabalhar muito sem disciplina é o mesmo que nadar, nadar e morrer na praia.

O consultor de vendas dos dias atuais tem por obrigação dominar os recursos online. Não é mais possível manter contatos regulares, criar relacionamento sem recorrer à mídia social e outros aplicativos da rede digital.

É imperioso que o profissional tenha um plano com metas bem definidas. É como revela o dito popular: “Não há bons ventos para quem não sabe para onde ir”. O foco no planejamento cuidadoso separa o vencedor do fracassado. A meta é como se fosse o carro e o foco o combustível. Metas sem foco é como um carro sem combustível.

Não faça como aquela pessoa desempregada que perguntada pelo amigo em que área deseja trabalhar, diz: “de vendedor mesmo serve”. É preciso querer ganhar comissão maior e não salário fixo melhor. É necessário querer mais desenvolvimento pessoal e profissional do que ganhos rápidos.

Crie uma história de sucesso. Mediocridade só é boa para os medíocres. O vencedor atrai o sucesso, já o perdedor a derrota. Saia de perto dos fracassados e junte-se aos que brigam pelo pódio.

Esteja aberto a novos aprendizados. “Não veja problemas e sim desafios”. “Não enxergue obstáculos e sim horizontes”. A sua capacidade de adaptação será fundamental na jornada até ao topo. Os vencedores sabem que há sempre o que aprender e os derrotados acham saber tudo. Seja um eterno aprendiz.

Trabalhe muito e com alegria. Comece a sua jornada cinco minutos antes e encerre cinco minutos depois. Se não puder vencer pelo talento, que vença pela dedicação ao trabalho. “Trabalhe como se tudo dependesse só de você”.

Acorde e agradeça a Deus pela benção de estar vivo e com saúde para lutar por dias melhores. Lembre-se que você é um ser iluminado equipado com todos os recursos para vencer. “Creia que pode e poderá, creia que não pode e não poderá”. Sonhe com o sucesso. Você não paga nada para sonhar grande, então porque sonhar pequeno?

Saiba que o sucesso ou o fracasso depende somente de você e virá na proporção que você determinar. Quando o resultado das nossas ações não satisfaz, é preciso parar um pouquinho e, com toda a lucidez e humildade, analisar onde podemos estar errando. Quem disse que não é possível ganhar bem, ter saúde e ser feliz?

O mercado ou eu?

Para ter um crescimento sustentável da carreira, também é preciso entender o mercado – tarefa um tanto quanto difícil, tendo em vista todas as dinâmicas envolvidas nesse mercado. Saber o que acontece ao menos com o seu campo de atuação pode ajudar na hora de superar adversidades, principalmente aquelas que indicam que a sua atividade está perdendo espaço.

É o mercado que lhe dará os sinais sobre o que está acontecendo com o seu trabalho. Será que o problema está mesmo no mercado ou em você? É que muitas vezes é mais fácil “culpar” o mercado, as empresas e o governo pela falta de oportunidades, de melhores salários, de promoções… No fim, sua atividade pode estar passando por mudanças, e você pode não estar acompanhando todas elas.

O problema é saber se toda essa dinâmica envolve apenas você ou se de fato indicam mudanças na sua atividade em um cenário mais amplo. A questão fica mais simples se você conhecer o mercado em que atua. E tudo fica mais fácil quando você se conhece. Às vezes, temos de olhar para nós mesmos e tentarmos acompanhar o mercado, ou então ficaremos obsoletos.

Contudo, mesmo quando não se faz isso, não é preciso ir muito longe para saber se o problema está ou não em você. Basta olhar para os seus colegas de atuação. A resposta pode surpreender. O sinal mais nítido que ajuda o profissional a perceber se o problema é ele ou o mercado é a evolução da própria carreira. Se você está estagnado e os seus colegas não, talvez seja hora de traçar um novo plano.

Para aqueles que constataram que o problema está neles mesmos, nada melhor que um plano de ação para efetuar mudanças. Para chegar nesse ponto, é preciso analisar algumas questões como: “onde estou hoje, qual a minha situação atual, a visão de futuro que eu tenho e, por fim, qual será o meu plano de ação”.

E mesmo aqueles que perceberam que as mudanças estão no mercado precisam de um plano “B” que integre esses passos. Partir para um curso de atualização ou mesmo uma especialização pode resolver o problema de muitos profissionais. Para pensar na melhor saída, contudo, é preciso reconhecer que essas mudanças são necessárias.

Seja criativo e inovador: profissionais criativos e que inovam para melhorar a sua performance profissional são altamente valorizados pelas organizações. As características citadas acima são somente algumas que os profissionais devem ter para atender ao mercado hoje e futuramente. Estar alinhado com o seu aprimoramento para continuar promovendo o Turismo sempre com ética profissional, práticas de sustentabilidade e projetos de inovação, criatividade e responsabilidade social que modificarão pessoas, empresas e destinos.

Fica a dica e meus parabéns pelo Dia Mundial do Turismo.

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Antonio Moreno
"O descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem" Consultoria e Assessoria. CEO do Grupo Tradeclube Soluções. E-mail: antonio@tradeclubenetwork.com WhatsApp: 55-21-98117-2011
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