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O Big Data, o Agente de Viagens e a Indústria do Turismo

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Novos serviços, novos produtos e novas estratégias. Isso é uma parte do que o Big Data poderá oferecer a você, à sua empresa e ao mercado de viagens e turismo nos próximos anos. Será uma boa oportunidade para entender o que quer dizer a expressão Big Data, tão em voga nas rodas tecnológicas e tão discutidas pela a indústria do turismo em 2013, e entender como tirar proveito disso em prol do seu próprio negócio. 

Para quem não é do mundo de TI (Tecnologia da Informação), Big Data é a denominação para um conjunto de soluções tecnológicas capaz de lidar com informação digital (dados) de forma “inteligente”, analisando essas informações (dados), ainda que dispersas, em tempo real. Com isso, cria-se a possibilidade de oferecer um serviço mais personalizado, de fato, uma vez que toda a informação disponível sobre um cliente pode ser compilada.

No caso específico da Indústria do Turismo, o Big Data tem o potencial de transformar o modo como às empresas e os agentes de viagens prestam serviços aos viajantes melhorando a experiência de viagem e os negócios. Os benefícios do Big Data incluem: tomada de decisão melhor, maior inovação de produtos e serviços e relações mais sólidas com os clientes, o que será conseguido pelas novas abordagens de gerenciamento de clientes, de receita e operações internas.

É praticamente impossível ignorar o potencial transformador do Big Data. Trata-se da maior oportunidade para as empresas e os profissionais do setor para adotarem uma mudança na estrutura de dados e maximizarem seu uso, criando novas oportunidades de ofertas de produtos e serviços cada vez mais assertivos para públicos cada vez mais específicos.

Mas o que faz do Big Data uma ideia tão poderosa? Ele pode fornecer insights que ajudam a criar uma experiência mais inteligente de viagem do que jamais foi possível antes. O aproveitamento dos dados permite uma visão mais integrada do segmento. Isso oferece às empresas e os profissionais de viagens uma oportunidade de melhorar os seus processos atuais, impulsionando a inovação e construindo relações melhores com seus clientes.

Entenda que quando falamos de Big Data estamos falando de um conjunto de dados gerados no cotidiano, no dia a dia de cada um, com a realização de transações online. É o rastro de cada pessoa. O turismo tem destaque entre as indústrias que mais produzem dados. Mais do que isso, esses passageiros, quando viajam, compartilham informações sobre as viagens, produzindo mais informações. O Big Data deve ser o cerne da nossa estratégia. Ele está aí e devemos pensar em como vamos utilizá-lo no nosso negócio. Esses dados possibilitam insights que ajudam as empresas e os profissionais de turismo em suas tomadas de decisões.

Nesse momento, o mundo todo está voltado para esse cruzamento gigantesco de informações, e querendo lucrar mais com isso. Nem é preciso dizer que a internet desempenha um papel cada vez maior na captação de informação bruta. Hoje em dia, 65% das empresas americanas coletam dados pela web, diminuindo a participação dos call centers e pesquisas formais. Por isso a área de TI (Tecnologia da Informação) vem ganhando tanto espaço nas organizações.

Ter informações disponíveis não é o suficiente. Esses dados precisam ser confiáveis e organizados. Isso muda o mundo… E o turismo também. E os benefícios para o turismo são muitos – Imagine as possibilidades de customização:

  • Relacionamento nas redes sociais: “Três dos seus amigos visitaram Florianópolis recentemente. Que tal 20% de desconto para você vivenciar a Ilha da Magia”.
  • Localização: “Bem vindo a Porto Alegre. Nosso serviço de táxi executivo leva você para conhecer as belezas da Serra Gaúcha em apenas 1 hora”.
  • Agenda: “Notamos que você não pegou o voo das 14hs para Salvador. Gostaria que reservássemos um assento no voo das 16hs?”.

Quem não gostaria de um relacionamento assim com uma marca? Em resumo, sua empresa agora precisa de um novo credo: “Não quero vender para todo mundo. Quero vender para você”.

E isso não é uma dica de mercado, mas um aviso de sobrevivência. Afinal, executar as melhores práticas de qualidade de dados pode aumentar a receita da sua empresa em 66%.

Mas importante lembrar que métricas fáceis de capturar não são necessariamente as melhores para usar. Maior número de fãs pode não significar melhor resultado.

Mas voltando às informações online, pense em tudo o que já publicou no Facebook até hoje, para onde viajou, o que gosta de comer, onde seus amigos preferem gastar, etc. As empresas sabem muito sobre você. Então responda duas perguntas:

Por que quando alguém faz um check in no hotel não recebe um drinque de cortesia ou um benefício especial? Por que somente 19% dos tweets corporativos acontecem nos finais de semana se a taxa de engajamento para empresas sobe 17% nos sábados e domingos?

Um hotel americano criou uma promoção relâmpago para seu restaurante nas redes sociais. Era sexta-feira à noite e ele selecionou pessoas de 30 anos e que estivessem até 3 quilômetros do local. Com um pequeno desconto como chamariz, o restaurante encheu quase imediatamente.

O nível de detalhamento possível impressiona, e a “customização automatizada” já faz parte da nossa vida. Quem nunca leu: “Outras pessoas que se hospedarem nesse hotel, também gostaram de …”. Portanto, nem pense em anúncio sem segmentação. É dinheiro jogado fora.

Big Data e Seus Impactos from Alex SilvaApresentação do Trabalho de Conclusão de Curso de Engenharia Elétrica do Inatel, sobre o fenômeno Big Data e seus Impactos em vários setores.

 

O que o Big Data tem a ver com você e a sua empresa?
O que é de fato esse conjunto de soluções capaz de lidar com informação digital de forma “inteligente”? E que oportunidades trazem na oferta de produtos e serviços para as empresas de turismo? Afinal, o Big Data também é gerado por meio de interações entre companhias aéreas, viajantes, suas reservas e outros componentes de uma viagem em múltiplas fontes. 

No mercado de viagens, a maioria dos players teve acesso a uma grande quantidade de dados por muitos anos. Todas as reservas de companhias aéreas, estadias em hotéis, aluguéis de carro e reserva de passagem de trem deixam um rastro de dados. Isso tudo somado a centenas de dados estruturados de transações em bancos de dados convencionais. Entretanto, o Big Data não trata só do volume, mas também da variedade e da velocidade dos dados. Cada vez mais, os preparativos para viagens são discutidos online, em sites e blogs, curtidas e não curtidas em redes sociais e reclamações e/ou elogios registrados no “Atendimento ao Cliente”. Os dados chegam a um ritmo muito mais rápido do que os dados estruturados tradicionais jamais vieram.

O Big Data oferece possibilidades para uma grande mudança em todas as empresas de viagem, capacitando-as para elevar tanto os negócios quanto a experiência de viagem. Assim como qualquer inovação na tecnologia, as oportunidades chegam com potencial para grandes mudanças, o que traz muitos desafios – competitivos e criativos – para a indústria considerar.

Voltar-se para uma experiência de viagem mais inteligente delineia o surgimento de novas tecnologias e estratégias de gerenciamento do Big Data, e esboça como esse grande volume de informações pode ser aproveitado para focar na viagem, conforme as necessidades e preferências dos clientes. A reconstrução dos serviços personalizados, algo que muitos procuram embora não estejam dispostos a pagar mais por eles, é um dos benefícios mais destacados com o Big Data.

E, se você está na dúvida sobre o momento certo para investir, é simples. Quando você começar a fazer perguntas que não pode responder, é hora de olhar alternativas. Conhecer seus dados vai ajudá-lo a tomar decisões fundamentadas sobre soluções pagas no futuro.

O Big Data significa grandes oportunidades, não só agora, mas também nas próximas décadas. É natural que certos setores o vejam com alguma reserva, considerando que possa ser mais uma “palavra da moda”. Para os que não querem perder o trem do Big Data, é essencial que as empresas invistam em pesquisa e em desenvolvimento de estratégia para a sua utilização.

Implementar uma tecnologia e esperar que ela alcance os resultados sem desenhar uma estratégia de como aplicá-la para seus negócios é desperdiçar grandes oportunidades de alavancar e revolucionar a indústria como um todo.

A implementação eficaz de iniciativas de Big Data não acontece sem desafios. Para ter acesso à oportunidade do Big Data, a indústria de viagem deve vencer obstáculos significativos, incluindo: fragmentação de dados em diversos sistemas; coexistência de arquiteturas de gerenciamento de dados tradicionais; localização e recrutamento das raras pessoas que conhecem a ciência do Big Data atualmente; e gerenciamento de dados de forma responsável, segura e de interesse de todos.

O Big Data vai demandar que você encare também alguns outros desafios: a complexidade e conhecimento das novas tecnologias; apuração e direitos de uso dos dados; alinhamento dos negócios e de ofertas; além da necessidade de especialistas em dados que consigam trabalhar com milhares de informações processadas e visualizar oportunidades. Estas serão questões-chave para serem enfrentadas se quisermos desbloquear o potencial de grandes volumes de dados.

O ponto é que, se a indústria de viagens quer utilizar de fato, o Big Data, ela necessita adotar dados desestruturados em uma grande variedade de formatos, e dados que estão constantemente fluindo. Em outras palavras, a indústria deve converter dados desestruturados em um formato que possa ser analisado e depois reanalisá-los continuamente. Mais importante que tudo, ela deve tomar decisões e agir sobre os dados em tempo real. Esses passos já estão sendo seguidos no segmento online da indústria, como agências de viagens online, sites de pesquisa e algumas empresas de distribuição de informação de viagem.

Curioso sobre o que nos espera? Para visualizar o que estou falando, assista o filme “Moneyball”, com Brad Pitt. Ele descreve com maestria a assertividade das decisões provenientes de um banco de dados organizado. Agora é o momento de agir.

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Antonio Moreno
"O descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem" Consultoria e Assessoria. CEO do Grupo Tradeclube Soluções. E-mail: antonio@tradeclubenetwork.com WhatsApp: 55-21-98117-2011
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