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O Brasil sabe se vender para os brasileiros?


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A discussão sobre a eficácia da venda do Brasil para os brasileiros não é nova, mas o retorno dela mostra-se importante na medida em que o mercado acena para uma possível preferência pelas viagens internacionais.

O Brasil sabe se vender para os brasileiros?
A pergunta é recorrente e volta sempre à baila quando se noticia, por exemplo, que nossos viajantes se interessam cada vez mais pelas viagens internacionais e que os gastos dos turistas  brasileiros no exterior aumentam vertiginosamente.

As justificativas para o aumento das viagens internacionais e para o crescimento dos gastos dos brasileiros lá fora variam, mas a opinião em comum entre boa parte dos profissionais ouvidos é a de que o cambio vem fazendo a diferença. Há quem diga, por outro lado, que a conjuntura econômica não é o fator preponderante: faltaria criatividade e estratégia no marketing dos destinos nacionais, visando atrair os brasileiros

A questão também vem à tona quando chegam ao conhecimento do mercado ações de comunicação e marketing pouco elaboradas – ou profissionais.

O Ministério do Turismo não está alheio a isso, pelo contrário. O Estudo de Competitividade Turística dos 65 Destinos Indutores do Desenvolvimento Turístico, nas duas edições em que foi realizado – 2008 e 2009 – mostrou que Marketing e Promoção são uns dos quesitos com pior desempenho.

Apesar dos desempenhos fracos ou medianos dos destinos turísticos nacionais, é fato que as viagens nacionais crescem no Brasil. Números como os desembarques domésticos comprovam isso. Em 2009, atingiu-se o recorde de 56 milhões de desembarques aéreos domésticos (a maior parte vinda do mercado corporativo). A hotelaria também mostra isso. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), a ocupação média hoteleira cresceu 8% a cada ano, nos últimos dois anos.

São basicamente dois os pilares que sustentam as justificativas relativas ao aumento das viagens internacionais e ao crescimento dos gastos dos brasileiros no Exterior: câmbio valorizado e deficiências no produto / serviço turístico brasileiro, com destaque para a promoção e divulgação no mercado doméstico. Itens complementares também entram no jogo, como o suposto glamour de uma viagem internacional, o status que ela daria e a vontade de conhecer novas culturas.

Com o real forte perante o dólar, as viagens internacionais ficam mais acessíveis ao bolso do brasileiro – acesso facilitado também pela grande oferta de crédito e pelo parcelamento das viagens. Contudo, crédito e parcelamento são válidos também para as viagens nacionais.

Vender um destino não é papel apenas do poder público. O empresariado pode e à medida do possível deve ajudar de formas diversas, inclusive vendendo-se bem. Mas será que isso ocorre?

O setor privado investe pouco na qualidade do marketing e da publicidade. Os anúncios de pacotes nas revistas de viagens não são nada atrativos. Você vê um destino maravilhoso na reportagem mas no anúncio não dá para diferenciar um destino do outro. Acaba-se definindo pelo preço. Falta sedução na estratégia.

E os empresários muitas vezes deixam de aproveitar meios que apresentam custos reduzidos, como as redes sociais. Também há a questão do investimento pessoal. O empresário peca por investir em uma decoração linda e não em treinamento, capacitação, mão-de-obra, o que acaba depondo contra o próprio produto.

Fonte: Panrotas

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Antonio Moreno
"O descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem" Consultoria e Assessoria. CEO do Grupo Tradeclube Soluções. E-mail: antonio@tradeclubenetwork.com WhatsApp: 55-21-98117-2011
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