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O que eu vi e li sobre a Feira das Américas Abav 2012…

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O que eu vi: 

Este ano muitas novidades me surpreenderam. Vou tentar deixar aqui as minhas impressões sobre este evento que considero um dos mais importantes para o desenvolvimento do turismo brasileiro. 

Em primeiro lugar, não posso deixar de elogiar os transportes disponibilizados para os traslados ao Riocentro. Fui e voltei durante os três dias pelo Circuito: Centro do Rio/Riocentro/Centro do Rio. Além da organização e pontualidade nos embarques (tanto no Centro do Rio como no Riocentro) a agilidade e a cordialidade dos motoristas e organizadores fizeram a diferença e, com muita segurança chegamos aos nossos destinos, tranquilos e satisfeitos.

A entrada principal do evento, também foi uma diferenciação. Muito espaçosa e organizada e onde, em menos de 10 minutos, os participantes retiravam as suas credenciais dos totens de auto-atendimento. E o corredor principal da entrada, que por sinal, muito bem ambientado, direcionava os participantes diretamente para o Pavilhão 2.

No Pavilhão 2, vale destacar a Vila do Saber que reuniu uma rica programação de seminários, diversificada oferta de treinamentos com temas sobre as tendências da atualidade e capacitação de alguns destinos turísticos e tecnologia e com uma organização impecável. O surpreendente foi o número de pessoas interessadas em participar das capacitações voltadas ao aprimoramento profissional que, em algumas salas, o público chegava antecipadamente, pois o risco de encontrar a sala lotada era grande. Ponto positivo em saber que os profissionais de turismo estão realmente atentos as mudanças que estão acontecendo no mercado e não perderam a oportunidade de aumentar o seu conhecimento para o seu melhor desenvolvimento profissional.

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Nos Pavilhões 3 e 4, a Feira encantou com os seus corredores mais largos e realmente foi de um prazer tranquilizante circular entre os estandes (alguns muito bonitos e amplos) sem a obrigatoriedade de acompanhar aquele “curral” insuportável que durante muitos anos tivemos de segui-lo, esbarrando em outras pessoas com suas malas carregadas de papéis.  O atendimento de alguns expositores foi impecável, inclusive, com alguns que mantive contato antes mesmo do evento acontecer e que cumpriram pontualmente com a sua agenda de compromissos.

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Alguns expositores não estavam distribuindo brindes e a entrega de poucos folhetos promocionais contribuiu para que muitos profissionais circulassem livremente sem se preocupar de ficar carregando aquelas malas pesadas cheias de papel. É importante destacar esta nova tendência comportamental, tanto dos expositores como também dos visitantes. Aquele clima de “oba-oba” deixou de existir. Os visitantes estavam mais interessados e a Feira estava mais profissional.

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O Espaço Corporativo denominado pela Abav como Ilha Corporativa ofereceu uma excelente oportunidade para os profissionais trocarem experiências com gestores de viagens de empresas dos mais diversos segmentos. Esta iniciativa que foi uma parceria com a Abracorp que só acrescentou ao mercado e foi muito importante para os gestores de viagens que conheçam como funciona a indústria do turismo. “Mobilizamos todos os associados e a adesão foi excelente”, comentou o presidente da Abracorp, Edmar Bull, ressaltando o esforço da entidade para viabilizar a ação.

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A Feira da Abav é um grande momento para os profissionais de turismo. Alguns se encontram para fazer negócios, outros para melhorar o relacionamento, prospectar e se apresentar para o trade e quem não foi, perdeu uma grande oportunidade. Pelo dinamismo em que se encontra o mercado de hoje em dia e com novidades acontecendo em menor espaço de tempo, o profissional de turismo sabe que tem de estar atualizado e a Feira da Abav é o local certo para a troca de experiências e a busca de conteúdo que o fará mais bem preparado para as batalhas profissionais do nosso dia a dia.

O que eu li: 

O presidente da Abav, Antonio Azevedo, perguntado de como seria o tom de seu discurso na abertura do evento, ele prometeu que iria abordar temas atuais de interesse não apenas dos agentes, mas do segmento como um todo: “é mostrar que a Abav não olha só para o próprio umbigo, pois uma coisa depende da outra. Se o setor não estiver bem, os agentes de viagens também não estarão. É um conjunto. Somos um elo de toda uma estrutura”, comentou. 

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Azevedo garantiu que, nesta edição, a Feira da Abav vai mostrar tendências, tecnologia e formas de gestão, com destaque para o cliente corporativo, que ganhou uma ala exclusiva: a Ilha Corporativa – no ano que vem, com a abertura ao público (sem qualquer tipo de comercialização, vale destacar), o foco serão os consumidores. “Desta forma o evento se aproxima da sua essência, que é mostrar ao público, corporativo ou final, qual é o papel do agente de viagens”. 

Sobre a ida da feira para São Paulo, a partir de 2013, o dirigente avalia que ela se dá até de forma atrasada, tendo em vista a intenção já de gestões anteriores à sua de fazer da Abav uma feira de negócios. “É nisso que temos procurado doutrinar o nosso público. O evento não é feito para passear, para pegar brinde. É uma oportunidade de convívio com os grandes players do mercado, algo impossível no dia a dia”, analisa Azevedo. 

A mudança para a capital paulista trará a possibilidade de fazer com que um outro anseio antigo da entidade, o da internacionalização do evento, seja acelerado, ainda que na atual edição a Feira das Américas esteja recebendo a participação recorde de 52 países. Já no ano que vem, na capital paulista, a ideia é ter cerca de 60. “Mas nosso objetivo para o futuro é ter o número de uma Fitur, de uma ITB, o de 160 países”, almeja Azevedo. Para o futuro, no entanto, o presidente da Abav não descarta a volta para o Rio de Janeiro: tudo depende das mudanças estruturais a serem vividas pela cidade em função dos grandes eventos esportivos. 

Outro motivo alegado pela presidência da Abav, é o fato de que a hotelaria carioca está muito cara e o Riocentro ser de difícil acesso. “A hotelaria do Rio inviabiliza a ida de alguns agentes. Este ano estamos fazendo alguns “bate-e-voltas”, pois conseguimos a parceria no aéreo, mas não nos hotéis”, lamentou Azevedo. 

Segundo a opinião de alguns profissionais influentes do mercado… 

No momento em que um estudo da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) aponta o Estado do Rio como aquele que vai receber mais investimentos nos próximos três anos – um volume recorde de R$ 211,5 bilhões, a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) vai na mão contrária e anuncia a mudança do seu evento, a Feira das Américas, para a cidade de São Paulo, a partir de 2013. 

Alfredo Lopes, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (Abih-RJ), contesta Azevedo: “Isso é conversa fiada. Sempre fomos parceiros da Abav, que teve descontos e cortesias durante todos os seus eventos. O que acontece é que o conselho da Abav sempre quis levar esse evento para São Paulo. Neste momento de grandes eventos, é um engano tirarem a Abav daqui”, argumenta Lopes. 

E, sinceramente: não importa se o evento cresceu 15%, se está menor, mais compacto, com corredores bem mais largos… Importa é ter profissionais de qualidade. E isso a Feira da Abav sempre teve. É bom repetir: sempre. E como sabemos, quantidade não é necessariamente sinônimo de qualidade. Não nos preocupemos com números ou estatísticas que servem mais para captar futuros expositores e para afagar poucas vaidades. 

A Abav tem “o evento”. Todos têm de passar por aqui (e quem não passa, com certeza perde um pouco sim). Agora precisa dar um salto como associação. Há mais de dez mil agências de viagens no País, registradas no Ministério do Turismo. A Abav estagnou nas cerca de 3,5 mil associadas. Não interessa mesmo ir atrás das demais? Quem são as demais, aliás? E o trabalho com as outras associações? É preciso aprimorar o importante passo que se dá este ano com o Espaço Coporativo, parceria com a Abracorp, e a relação com a Braztoa, aproveitando o bom momento da entidade dos operadores. 

A Feira da Abav mostrou isso. Realmente, não importam os números (se o espaço foi maior, se houve mais ou menos agentes de viagens). O que se notou dessa edição é que o desenho do turismo mudou. Houve sim expositores que fizeram reunião atrás de reunião. Também houve crescimento da presença de OTAs, negociando com fornecedores do País. As operadoras também mostraram reação e seguem o bom momento da Braztoa. 

É uma questão de organização e foco. As agências de viagens brasileiras respondem de 50% a 95% das vendas das empresas aéreas nacionais e internacionais, dependendo da companhia. O tíquete médio vendido por elas é maior que o da internet e de outros canais. As agências são as responsáveis, ainda, pela ponte entre as empresas e o cobiçado mundo corporativo. Têm poder de aconselhamento e de agregar produtos e serviço na cesta do cliente. São uma opção melhor e diferente da internet para diversos tipos de viagens. Para outras não, mas elas estão aprendendo a lidar com sua nova fatia de mercado. 

Ou seja, um poderoso bloco de vendas, que a Abav, como a entidade mais abrangente desse segmento, deveria representar e congregar e assim sentar-se em qualquer mesa de negociação não com arrogância ou com poder dos brilhantes falsos, mas sim como uma força que pode ajudar, agregar e ser parceira. 

Por isso a recomendação para que a entidade não foque apenas na sua Feira das Américas. Sim, o evento rende milhões de reais para a entidade manter seus projetos e estruturas, mas é preciso fazer mais pela classe e por todos esses representantes da intermediação de produtos turísticos, ou, para os que não gostam da limitação da palavra intermediação, esses vendedores do turismo nacional e mundial. 

Os agentes têm muito a oferecer. É um canal importante para os fornecedores. Não os únicos. Como valorizar essa importância requer estratégia, inteligência, união. 

Fica a dica.

Fonte: textos copiados dos encartes especiais do Jornal Panrotas distribuídos gratuitamente na Feira durante os três dias de evento.

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Antonio Moreno
"O descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem" Consultoria e Assessoria. CEO do Grupo Tradeclube Soluções. E-mail: antonio@tradeclubenetwork.com WhatsApp: 55-21-98117-2011
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