Você está aqui
Home > Categorias > Vale a pena montar uma equipe de trabalho remoto?

Vale a pena montar uma equipe de trabalho remoto?

Para esse modelo funcionar, o mais importante é a disciplina do profissional que você vai contratar e a clareza dos processos.

Essa reflexão é fundamental para que você, empreendedor, que está questionando a validade do modelo. Antes de tomar uma decisão, é importante analisar para se na sua empresa o trabalho remoto vai fazer sentido.

Não existe um momento certo ou um número de funcionários mínimo para você implementar esse modelo. O mais importante é observar que a dinâmica e os processos de trabalho são diferentes dos usados com uma equipe que você convive presencialmente. Pois, a atualização rápida que antes acontecia com um encontro no corredor, agora depende de ligações ou dashboards (alguma plataforma de comunicação) compartilhados.

Por isso, os processos precisam ser bem documentados, caso contrário, o time se perde e não tem uma visão ampliada sobre o andamento dos negócios na empresa. o time precisa saber exatamente o que é esperado de cada um e em quanto tempo isso deve ser entregue. Se a sua empresa está crescendo em um ritmo acelerado e os processos não são uma prioridade, esse não é o melhor momento para uma equipe remota.

No caso de uma equipe de Turismo, a vantagem de contratar profissionais do Brasil ou do mundo inteiro (vai depender da sua estratégia de crescimento) precisa ser balanceada com a velocidade de desenvolvimento de produtos e serviços. Em algumas fases, é necessário colocar toda a equipe em uma sala com um quadro branco para rabiscar suas ideias e sair com soluções definidas em algumas horas. Uma possibilidade que não existe com uma equipe remota.

Um último ponto, que na verdade chega a ser um mito, é entender que trabalho remoto não é uma forma de reduzir custos. Você pode até pensar em contratar alguém de um estado com base salarial menor. Porém, é importante considerar os custos de transporte e acomodação, considerando as viagens que essa pessoa fará para a agência ao longo do ano. Soma-se a isso outras despesas como internet, equipamentos e local de trabalho – caso a pessoa escolha trabalhar em um coworking.

Para optar por esse modelo, sua principal motivação deve ser a agilidade e produtividade que um time remoto oferece.

Depois de considerar os pontos acima, se você decidir seguir por esse modelo de trabalho, é importante conhecer o perfil do profissional a ser contratado e três características são essenciais:

Autogestão: responsabilidade, proatividade e capacidade de gerir o próprio tempo, de acordo com os projetos planejados.

Seguir bem os processos: entender como as tarefas são executadas, as decisões tomadas e os projetos geridos para conectar o seu papel com o resto da equipe.

Trabalhar bem em equipe: o profissional precisa saber e gostar de trabalhar em equipe. Isto propicia o engajamento e simplifica a gestão, que é dividida com as atividades realizadas em grupo.

Use a entrevista inicial como um filtro para identificar esse perfil. Pergunte o que o candidato(a) acha do modelo, pontos positivos e negativos que enxerga, pois assim você entenderá se ela poderá se adaptar, mesmo sem nunca ter trabalhado remotamente. Além disso, a conversa é feita sempre por videoconferência, não presencialmente. Dessa forma, ele tem uma pequena amostra de como seria sua rotina de trabalho.

Dessa forma, você analisa o comportamento do(a) candidato(a). Ele(a) se comunica bem? Mostra-se aberto(a) a ouvir sugestões? Incluir a experiência do trabalho remoto durante o processo seletivo dos candidatos é uma ótima forma de filtrar profissionais que podem ser excelentes, mas não se adaptariam ao modelo de trabalho remoto.

E como formalizar este tipo de trabalho? Segundo as novas regras da CLT, é preciso ter um aditivo de contrato, a partir do contrato de trabalho, indicando que o profissional trabalha remotamente e definindo as regras desse modelo. Esse aditivo vai completar o contrato anterior e deve conter:

Jornada de trabalho: segundo o artigo 62, III da CLT, ao trabalhar remotamente, o profissional abre mão do controle de sua jornada de trabalho e, com isso, deixa de ter direito ao benefício de horas extras, já que a empresa não pode controlar o número de horas trabalhadas;

Estação de trabalho: o artigo 62 também fala que a empresa é responsável pela estação de trabalho de seu funcionário, ou seja, pelo computador, mouse, fone de ouvido e/ou qualquer material que ele precise utilizar para trabalhar. Uma boa dica é entregar um computador com todas as configurações e sistemas necessários, e também estabelecer um valor em dinheiro para que o profissional compre todos os outros equipamentos necessários. Desse modo, o colaborador tem a liberdade de comprar o equipamento que mais gosta;

Reembolso: a CLT também detalha que a empresa deve reembolsar o colaborador por despesas decorrentes da atividade de seu trabalho, como internet e energia elétrica. Além disso, o colaborador tem a possibilidade de escolher entre trabalhar de casa, recebendo uma ajuda de custo mensal, ou em um coworking, sendo que a sua empresa paga o aluguel;

Saúde e segurança: a CLT também diz que, mesmo o colaborador não estando fisicamente no escritório, a empresa é corresponsável pela sua saúde e segurança. Para isso, é importante desenvolver uma cartilha interna falando sobre a importância de fazer pausas, como sentar de forma correta e outros temas, além de trabalhar esse tema por meio de uma newsletter.

Também é importante estar no contrato as regras par ao momento de rescisão. Deixe claro, por exemplo, qual a política de devolução dos equipamentos. Detalhes como esse precisam ser formalizados para facilitar o processo de desligamento.

Depois de ser contratada, essa pessoa vem passar uma semana na agência. Ela vai trabalhar com um membro (padrinho) da equipe interna que o ajudará no período de adaptação. Também, é importante que a sua agência tenha um conjunto de valores e diretrizes que todos os colaboradores devem seguir. Esse documento funciona como uma cartilha de perguntas e respostas que pode ser consultada sempre que o profissional tiver alguma dúvida.

As ferramentas e plataformas são relevantes para toda a equipe (interna e externa), mas não são o principal. É preciso ter plataformas/ferramentas para: coordenar a equipe; comunicação; videoconferência etc.

As pessoas tendem a acreditar que não existem relações de amizade dentro de times remotos, dado que as pessoas não se encontram com tanta frequência, mas o fato é que isso não é verdade. A única diferença é que o relacionamento e demonstrações de afeto podem ser feitas por meio de gifs animados e memes através de uma ferramenta/plataforma de comunicação e, é por ela que haverá uma interação, compartilhamento de pequenos acontecimentos, desafios do dia a dia e fortalecimento do senso de time. Mas, é claro, que essa interação também precisa sair do mundo online, por isso, organizar eventos presenciais também se faz necessário.

Fonte: Portal Endeavor

 

facebook-profile-picture
Antonio Moreno
"O descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem" Consultoria e Assessoria. CEO do Grupo Tradeclube Soluções. E-mail: antonio@tradeclubenetwork.com WhatsApp: 55-21-98117-2011
http://www.tradeclubenetwork.com

Deixe uma resposta

Top