Você sabe o que é o NDC da IATA?

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New Distribution Capability (NDC) é a arma da IATA para que a indústria da aviação comercial mundial dê um passo a mais em relação à atual plataforma de distribuição indireta, baseada em padrões e tecnologias que somam mais de 40 anos. É evolução, nas palavras do presidente da associação, Tony Tyler, que recentemente visitou o Brasil.

Para outros, NDC também é um monstro de olhos azuis, quase uma lenda urbana, que, dizem por aí, visa roubar os passageiros das agências de viagens. Há quem olhe para a sigla e sequer saiba do que se trata. Para uma fatia da indústria, é uma incógnita. Fato é que, no Brasil, é o desconhecimento que causa tantas imagens distorcidas e distintas. A IATA já admitiu ter errado ao falar do assunto pela primeira vez sem ter consultado toda a indústria.

Agora, no entanto, está fazendo o dever de casa e vários presidentes de entidades de classe brasileiras e grandes players já foram chamados para conhecer o NDC de perto. Você conhece ou já ouviu falar no NDC da IATA?

Alinhamento de plataformas
Basicamente, com o NDC a IATA pretende que a plataforma de reservas aéreas indiretas (usadas por agências de viagens on e offline, consolidadoras, operadoras, TMCs e gestores de viagens, entre outros players) tenha as mesmas funcionalidades, oportunidades de venda e tecnologia que as companhias aéreas usam na venda direta. Em linguagem mais técnica é implantar a venda via XML contra os protocolos Edifact e Teletype. O agente de viagens (ou qualquer outro intermediário) terá acesso à venda de produtos extras em um voo (os ancillaries) de uma forma padronizada e não tendo de acessar sites diferentes se quiser reservar para seu cliente uma refeição a bordo ou uma terceira mala a ser despachada. O NDC não será obrigatório para as empresas aéreas, mas a tendência é que a maioria use. Já há cinco empresas fazendo o piloto do produto: American Airlines, Air New Zealand, Swiss e as chinesas Hainan e China Air. 

“Hoje, o canal direto é mais robusto que o indireto. Queremos acabar com esse gap, com essa diferença”, disse Carlos Ebner. Com a plataforma XML, a companhia também poderá expor melhor seus produtos e diferenciais, com fotos de poltronas e do serviço de bordo, desenhos dos espaços entre as poltronas, destacar os serviços extras (que são arrastados para um carrinho de compras, com atualização imediata de preço) e permitir que o intermediário faça uma venda mais completa. Para o corporativo, o NDC permite, ainda a exibição da política negociada com as empresas, produtos específicos de acordo com os gostos e hábitos dos executivos, entre outras possibilidades personalizadas. A cara da plataforma pode ser customizada para cada agência de viagens ou TMC. “Hoje, as plataformas de venda direta oferecem uma gama enorme de serviços. O NDC traz isso á venda indireta e de forma padronizada, o que facilita ao cesso à indústria”, afirma Ebner. “Não é a toa que o C da sigla significa capacidade. É isso que trazemos ao setor, que ainda usa tecnologia lançadas há 40 anos”, finaliza.

Hoje no mundo, a IATA processa US$ 367 bilhões em vendas via BSP e atende 35 mil agências de viagens e mais de 400 companhias aéreas. 84% do tráfego aéreo mundial se encontra na IATA, que, no entanto, não tem as chamadas empresas de baixo custo/baixa tarifa. Companhias essas, que, aliás, ajudaram a provocar mudanças na venda direta das aéreas tradicionais e de certa forma a forçar a criação de uma alternativa como o NDC.

Qual será o impacto do NDC na indústria? Ele vai substituir os GDSs? E a privacidade dos clientes das agências? Está garantida? O NDC interfere no site de vendas diretas das empresas aéreas? Qual o custo? Quem paga por que serviços?

Fonte: Jornal Panrotas

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Acredito que qualquer pessoa tem a capacidade de realizar seus sonhos. Para isso, é preciso buscar informação e orientação. Esse é o meu foco principal. Ajudar os que procuram, através da capacitação, o seu desenvolvimento profissional e empresarial para alcançar os seus objetivos.

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